Sexo faz bem ao coração dos homens mais velhos
18 janeiro 2002
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Ao contrário dos mitos da sociedade, a prática frequente de sexo não aumenta o risco de ataque cardíaco ou acidentes vasculares cerebrais em homens de meia-idade.
 

Segundo os resultados do estudo da Universidade de Bristol, Grã-Bretanha, - que durou 20 anos e foi realizado com mais de três mil homens de 45 a 59 anos - mostrou que praticar sexo com mais frequência pode reduzir o risco de enfartes fatais.
 

 

De acordo com as conclusões do estudo, a morte súbita causada por acidentes vasculares cerebrais é mais comum entre homens que afirmam ter níveis baixos ou moderados de actividade sexual.
 

 

Segundo Eoin Redahan, director da Stroke Association , que patrocinou a investigação, referiu que os ataques cardíacos acontecem normalmente à noite ou pela manhã. "Como a actividade sexual é normalmente maior nestes períodos, algumas pessoas concluíram que existia uma ligação entre praticar sexo e sofrer um ataque de coração. Mas, o estudo mostra que não há", afirma Redahan.
 

 

Na opinião de Ian Banks, presidente do Fórum Britânico para a Saúde Masculina, "se os homens fizerem exercícios regularmente e tiverem sexo também com regularidade, apesar do facto de que a pressão arterial sobe durante ambas as actividades, a pressão basal (metabolismo básico) vai ser reduzida".
 

 

Sexo: sim ou não?
 

 

Dos homens estudados, um em cada cinco tinha relações sexuais menos de uma vez por mês e um em cada quatro afirmou que mantinha relações pelo menos duas vezes por semana. Durante o estudo, 65 participantes morreram, sendo que 26 sofreram ataques cardíacos.
 

 

O estudo, publicado no Journal of Epidemology and Community Health, mostrou que não existiam provas que uma maior frequência da prática de sexo aumentava a probabilidade de um AVC- acidente vascular cerebral - ou de um ataque cardíaco.
 

 

Com base na média de uma relação por semana durante 50 anos, os cientistas concluíram que apenas um em cada 580 homens poderia morrer em consequência da relação sexual.
 

 

Embora os homens que possuíam uma vida sexual menos intensa terem possibilidades poucos reduzidas de desenvolver AVCs, a diferença não foi suficiente para comprovar que os mais activos sexualmente pudessem correr um risco maior.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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