Sexo dá dor de cabeça aos homens

Equipa alemã investiga cefaleias relacionadas com as relações sexuais

26 novembro 2002
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Se o seu marido lhe diz: «Hoje não, querida. Estou com dor de cabeça», muito provavelmente não estará a mentir. Cientistas descobriram que os homens têm mais probabilidade de estar a dizer a verdade que as mulheres.
 

 

Uma equipa de investigadores alemães da Universidade de Munster estão a investigar o fenómeno das dores de cabeça relacionadas com a prática sexual.
 

 

A dor geralmente ocorre de repente no momento do orgasmo e pode ser muito forte. Entre os pacientes examinados pela equipa alemã, os ataques de dor duravam poucas semanas e desapareciam espontaneamente.
 

 

Os cientistas descobriram que o problema atinge três vezes mais os homens do que as mulheres e afecta uma em cada cem pessoas pelo menos uma vez na vida. No entanto, algumas podem sofrer do problema regularmente.
 

 

As causas para o problema ainda não são conhecidas, mas acredita-se que possam estar relacionadas com o aumento do fluxo de sangue e a dilatação das veias sanguíneas durante o acto sexual.
 

 

A equipa alemã ressaltou ainda que as pessoas não desenvolvem essa condição com determinados parceiros ou como resultado de certos hábitos sexuais, e que a dor não está ligada a nenhuma forma de problema no cérebro ou doença.
 

 

A dor de cabeça sexual é mais comum entre os jovens, e há mais probabilidade que ocorra pela primeira vez entre os 20 e 25 anos.
 

 

Os cientistas Achim Frese e Stefan Evers examinaram pacientes que tinham apresentado queixas de dores de cabeça durante o sexo.
 

 

Segundo Frese, «a grande maioria dos doentes sofria de uma explosiva e forte dor de cabeça, que começava mais ou menos na altura do orgasmo».
 

 

Outros, contudo, tinham uma dor mais fraca que se tornava mais forte gradualmente, antes do orgasmo, acrescentou o investigador.
 

 

Na maior parte dos casos, as dores de cabeça apareciam durante o acto sexual com um parceiro regular ou durante a masturbação. «Alguns pacientes perceberam que poderiam evitar alguns dos ataques de dor ao intensificar o excitação sexual mais gradualmente», acrescentou Frese.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

BBC
 

 

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