Severidade dos zumbidos pode ser diminuída

Estudo publicado no “JAMA Otolaryngology-Head & Neck Surgery”

22 julho 2015
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O tratamento com pulsos eletromagnéticos pode ajudar a melhorar os sintomas de zumbidos crónicos, dá conta um estudo publicado no “JAMA Otolaryngology-Head & Neck Surgery”.
 

A sensação de zumbidos afeta cerca de 10 a 15% da população adulta. Dos indivíduos que sofrem de zumbidos ou acufenos crónicos, aproximadamente 20% considera que é um problema clínico significativo. Uma vez que os zumbidos crónicos afetam negativamente a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo, já há algumas décadas que a comunidade científica tem procurado encontrar tratamentos seguros e eficazes.
 

A estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr) é um tratamento não invasivo que envolve a emissão de pulsos eletromagnéticos através de uma bobina para o couro cabeludo do paciente. A EMTr de baixa frequência é conhecida por reduzir a atividade cerebral nas regiões estimuladas e tem sido proposta como estratégia de tratamento inovadora para condições médicas associadas a atividade cortical aumentada, incluindo os zumbidos.
 

Neste estudo, os investigadores do Centro Médico dos Veteranos de Portland e da Universidade de Ciências da Saúde de Oregon, nos EUA, contaram com a participação de 70 indivíduos com zumbidos crónicos que foram submetidos a dois mil pulsos por sessão de EMTr ou um placebo ao longo de dez dias consecutivos. Os pacientes foram avaliados ao de fim de uma, duas, quatro, 13, e 26 semanas após a última sessão de tratamento. Foram incluídos na análise final 64 pacientes. Nenhum dos participantes abandonou o estudo devido aos efeitos secundários da EMTr. A severidade dos zumbidos foi medida através do Índice Funcional dos Zumbidos, TFI (sigla em inglês).
 

O estudo apurou que os indivíduos submetidos à EMTr apresentaram, após 26 semanas de acompanhamento, uma redução de 31% no TFI comparativamente com 7% conseguidos pelos pacientes incluídos no grupo placebo. No total, 18 dos 32 participantes (56%) no grupo EMTr e sete dos 32 participantes (22%) do grupo placebo respondeu ao tratamento.
 

“Se a EMTr continuar a demonstrar ser eficaz no tratamento dos zumbidos, futuros estudos deveriam incluir ensaios clínicos multicêntricos. Se estes ensaios clínicos de maiores dimensões confirmarem a eficácia da EMTr demonstrada no estudo atual, deverão ser tomadas medidas para implementar este procedimento como um tratamento clínico para os zumbidos crónicos”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo.
 

Na opinião dos investigadores a EMTr não deve ser encarada como uma estratégia de substituição das intervenções atuais. Contudo, a EMTr pode aumentar a eficácia das terapias atuais e fornecer uma opção viável para os pacientes que não respondem bem a outros tratamentos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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