Sete medidas para um coração saudável

Estudo publicado na revista “Circulation: Heart Failure”

29 dezembro 2015
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Os indivíduos com boas pontuações na “Life's Simple 7”, uma lista da Associação Americana do Coração, são menos propensos a desenvolver insuficiência cardíaca, uma condição que reduz os níveis de sangue e oxigénio no organismo, dá conta um estudo publicado na revista “Circulation: Heart Failure”.
 
A “Life's Simple 7” inclui sete medidas que as pessoas podem utilizar para avaliar a saúde do coração e adotar medidas para a melhorar. Estas medidas envolvem o controlo da pressão arterial e dos níveis de colesterol, a redução dos níveis de açúcar, a prática de exercício físico, a adoção de uma alimentação saudável, perda de peso e deixar de fumar.
 
De forma a avaliar a associação entre a “Life's Simple 7” e a insuficiência cardíaca, os investigadores da Universidade de Boston, nos EUA, acompanharam, ao longo de cerca de 12,3 anos, 3.201 indivíduos com uma média de 59 anos. Ao longo deste período, 188 indivíduos desenvolveram insuficiência cardíaca.
 
O estudo apurou que por cada pontuação adicional na classificação da saúde cardiovascular havia uma redução de 23% do risco de desenvolver insuficiência cardíaca. Aqueles que se encontravam no terço médio da pontuação reduziam o risco de insuficiência cardíaca para quase metade, comparativamente com os que tinham uma pontuação no terço inferior. Os indivíduos com uma pontuação situada no terço superior apresentavam um risco ainda mais reduzido.
 
“Apesar de as pessoas estarem conscientes da importância de um estilo de vida saudável, muitas não tomam medidas. Este estudo dá conta da importância do conhecimento dos valores e da necessidade de falar com os médicos sobre como melhorar a pontuação de cada métrica de saúde e tentar alcançar um melhor estado de saúde possível”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Vanessa Xanthakis.
 
Estudos anteriores já tinham demonstrado que as melhorias alcançadas nestas medidas reduziam o risco de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. De acordo com as estatísticas da Associação Americana do Coração, aos 40 anos de idade as mulheres e os homens têm uma probabilidade de um em cinco de desenvolverem insuficiência cardíaca ao longo da sua vida.
 
Os investigadores também encontraram uma associação entre baixas pontuações na saúde do coração e alterações pouco saudáveis na estrutura e função do coração, conhecidas como remodelação cardíaca. Estas alterações, medidas no início do estudo, parecem colocar os indivíduos em maior risco de insuficiência cardíaca mais tarde na vida. Contudo, após ajustar a remodelação cardíaca, as pontuações baixas nos sete fatores de saúde do coração continuaram a prever a insuficiência cardíaca.
 
“Esta é uma métrica útil para um estilo de vida saudável que pode não só ajudar a reduzir o risco de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, como também de desenvolver insuficiência cardíaca no futuro”, conclui, o líder do estudo, Matthew Nayor.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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