Sete em cada dez agricultores alemães recusam manipulação genética

Dados da inquérito encomendado pela organização ecologista Greenpeace

11 agosto 2002
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Sete em cada dez agricultores e criadores de gado alemães recusam as culturas e as rações transgénicas, revela um inquérito do instituto Wickert encomendado pela organização ecologista Greenpeace.
 

 

Cerca de 70 por cento dos agricultores que responderam ao questionário opõem-se a esse tipo de culturas e desejam ser informados sobre as explorações que as desenvolvem, enquanto 72 por cento dos criadores de gado asseguram que não comprariam rações geneticamente modificadas (GM).
 

 

Encorajados pelos resultados do inquérito, membros do Greenpeace e da Associação de Trabalhadores da Agricultura (AbL) protestaram em frente à central do consórcio químico-farmacêutico Bayer em Leverkusen (oeste da Alemanha), que acusam de desenvolver culturas transgénicas de forma descontrolada.
 

 

Uma especialista em engenharia genética do Greenpeace, Ulrike Brendel, assinalou que o inquérito, ao qual responderam 1.031 pessoas, "não deixa dúvidas".
 

"A grande maioria dos agricultores alemães não quer tecnologia genética nos seus terrenos e animais", afirmou.
 

 

Contra a Bayer
 

 

No protesto contra a Bayer participaram também agricultores canadianos que se dedicam aos chamados "produtos ecológicos" que, segundo o Greenpeace, estão especialmente ameaçados pela extensão da agricultura geneticamente modificada no país.
 

 

Segundo esta organização, no Canadá as culturas de colza transgénica ocupam cada vez maior área de terreno, já que esta espécie de couve se reproduz sem controlo através do pólen das plantas, até ao ponto de os agricultores já não poderem garantir que os produtos que oferecem sejam "naturais".
 

 

"Na Alemanha não podemos chegar a esse extremo", sublinhou Brendel, recordando que o Greenpeace defenderá na Cimeira sobre o Desenvolvimento Sustentável, em Joanesburgo (África do Sul), uma regulação internacional para evitar que estas culturas se generalizem.
 

 

Fonte: Lusa
 

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