Sestas podem afetar qualidade de sono das crianças

Estudo publicado nos “Archives of Disease in Childhood”

23 fevereiro 2015
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As crianças que depois dos dois anos fazem sestas têm uma pior qualidade de sono durante a infância, contudo o seu impacto no comportamento e desenvolvimento ainda não está claro, dá conta um estudo publicado nos “Archives of Disease in Childhood”.
 

A duração e a qualidade do sono ao longo das 24 horas estão associadas à saúde e ao desenvolvimento das crianças. Os pais são habitualmente encorajados a deixar os seus filhos fazerem uma sesta como forma de promover a saúde. A partir dos dois anos de idade, as crianças começam a ter um padrão de sono maioritariamente noturno e as sestas começam a ser mais escassas.
 

Estudos anteriores sugeriram que o sono obtido através das sestas não era equivalente ao conseguido durante a noite e que as sestas poderiam afetar os padrões gerais do sono e o ritmo circadiano das crianças.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade Tecnológica de Queensland, na Austrália, decidiram averiguar qual o impacto que a sesta tinha na qualidade de sono noturno das crianças, bem como no seu comportamento, saúde cognitiva e física.
 

Os investigadores liderados, por Simon Smith, fizeram uma revisão dos estudos publicados sobre as sestas em crianças até aos cinco anos, tendo encontrado 26 estudos relevantes de um total de 781.
 

O estudo encontrou evidências consistentes que indicam que a sesta após os dois anos aumenta o tempo que a criança demora a adormecer e diminui a quantidade de horas que a crianças dorme à noite.
 

Contudo, a associação entre a sesta e qualquer impacto negativo no comportamento, desenvolvimento e na saúde no seu todo não foi tão claro, em grande parte devido às diferenças de idade e padrões de sestas das crianças incluídas nos estudos.
 

Os investigadores sugerem que os estudos futuros deveriam analisar a complexidade da transição dos padrões de sono durante os primeiros anos da infância, bem como a influência dos fatores ambientais em casa ou na creche.
 

"O impacto da noite de sono no desenvolvimento e na saúde das crianças está a ser cada vez mais documentado, mas até à data não há provas suficientes que apoiam o prolongamento das sestas, seja em casa ou nas creches, a partir do momento em que o sono está consolidado à noite", concluem os autores do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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