Serviço Nacional de Saúde está mais sustentável

Estudo da Nova IMS da Universidade Nova de Lisboa

09 março 2017
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Um estudo apurou que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está mais sustentável, com um aumento do financiamento e uma redução na despesa em 2016, anunciou a agência Lusa.
 
Segundo o estudo, desenvolvido pela Nova Information Management School (Nova IMS), da Universidade Nova de Lisboa, o financiamento do SNS subiu 3,1% e a despesa cresceu 1,2%, menos do que tinha acontecido em 2015.
 
Se em 2015 o financiamento do SNS se tinha ficado nos 8,65 mil milhões de euros (mais 0,4%), no ano passado este valor subiu 3,1% para os 8,93 mil milhões de euros.
 
Já a despesa, que tinha crescido 1,7% para os 9,03 mil milhões de euros em 2015, no ano passado subiu menos, atingindo os 9,13 mil milhões de euros (mais 1,2%), o que contribuiu para aumentar o índice de sustentabilidade do SNS (passou de 100.2 para 102.2).
 
O índice de sustentabilidade é calculado tendo em conta não só a qualidade dos cuidados de saúde na ótica dos cidadãos, como também os indicadores disponíveis sobre a qualidade técnica do SNS, a atividade registada e a despesa.
 
"É um SNS mais produtivo do que era, a atividade cresceu mais do que a despesa, é um sistema que com a mesma despesa consegue ter nível de qualidade significativamente superior", sublinhou Pedro Simões Coelho, investigador da Nova IMS.
 
Sob o ponto de vista da atividade, o estudo indica que aumentou o número de doentes atendidos tanto nos hospitais como nos serviços de saúde primários, mas esta subida foi mais significativa nos cuidados primários (2,1%).
 
Para os autores do estudo, a eficácia do SNS, que tinha baixado entre 2014 e 2015, aumentou no ano passado, subindo para 71.1 pontos (+0,9). "Significa que está a 71% do que seria um sistema perfeito. É um sistema eficaz no seu contributo para qualidade de vida e de saúde da população, mas também é um sistema que tem tido um impacto significativo quer no estado de saúde da população quer na redução de comportamentos que têm impacto económico [absentismo laboral]", explicou Pedro Simões Coelho.
 
Para medir a eficácia foram usados indicadores como a produtividade, o absentismo dos cidadãos com problemas de saúde, a qualidade de vida dos cidadãos e o seu estado de saúde para perceber como é que o recurso aos serviços de saúde teve influência na melhoria destes valores. Como novos indicadores este ano aparecem a ansiedade e depressão, os cuidados pessoais, a dor/mal-estar, a mobilidade e a realização das tarefas diárias.
 
O estudo demonstra que o investimento em saúde tem impacto no absentismo, produtividade, na qualidade de vida e que dá origem a um retorno económico e social.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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