Seropositivos são discriminados, situação vista como “normal”

Estudo "A Opinião Portuguesa e a Sida - Ultrapassar a Era do Medo"

17 dezembro 2008
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Confrontados com a questão sobre se as pessoas portadoras de HIV são discriminadas, 93% dos inquiridos respondem que sim, mas metade acha "natural" que estes doentes tenham dificuldades em progredir profissionalmente.

 

O estudo "A Opinião Portuguesa e a Sida - Ultrapassar a Era do Medo", do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica,  teve como base um inquérito realizado este mês a 603 pessoas dos 18 aos 65 anos em Portugal Continental.

 

Um total de 93% considera que as pessoas com SIDA são discriminadas e solitárias enquanto 37% nota que a discriminação tem diminuído.

 

No entanto, mais de metade dos inquiridos concorda com a afirmação de que o dinheiro de todos é usado para pagar os erros de alguns e 54% refere ser "natural" que um infectado com o vírus tenha mais dificuldade em progredir profissionalmente.

 

Quarenta e dois por cento diz que uma pessoa com SIDA não deve trabalhar em restaurantes, tendo igual percentagem referido que os portadores do vírus também "têm de compreender" que não é fácil obter um crédito de habitação. "Uma pessoa com SIDA não pode ser um profissional de saúde" é uma afirmação subscrita por 33% dos inquiridos.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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