Seropositivos que não desenvolvem a doença ajudam em testes para futura vacina

Estudo da Agência francesa de Pesquisa sobre a Sida

11 abril 2007
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Uma equipa de cientistas franceses identificou, com o objectivo de elaborar uma vacina, o mecanismo de defesa imunitária em seropositivos que não desenvolvem a doença. O estudo foi elaborado com 11 seropositivos que não desenvolveram a doença, apesar de ter sido diagnosticada há mais de dez anos. “Chamou-nos a atenção que, embora estejam infectados pelo vírus, estão perfeitamente bem e sem tratamento", afirmou ao jornal francês “Le Fígaro”, Jean-Fraçois Delfraissy, líder do estudo e director da Agence Nationale de Recherches sur le Sida (ANRS). Esta categoria de doentes representa menos de 1% dos seropositivos, sendo que a particularidade destes pacientes reside no facto dos linfócitos T CD8 serem capazes de reconhecer as células infectadas e aniquilá-las. Os cientistas que trabalham no projecto concluíram que o problema da Sida não é virológico, mas imunológico. Em testes in vitro, os cientistas constataram que os linfócitos T CD8 dos pacientes identificam e matam, de forma potente e rápida, as suas próprias células CD4 infectadas pelo HIV, mas ainda não conseguiram identificar os mecanismos internos do processo. O objectivo agora é obter, através de métodos de estimulação do sistema imunitário, os linfócitos T CD8 com o mesmo perfil. Numa segunda fase, os cientistas pretendem procurar os marcadores genéticos no genoma dos seus pacientes para encontrar a chave da capacidade de luta contra a doença, apesar de continuarem a poder transmitir a doença. MNI- Médicos na Internet

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