Será que os surdos podem sonhar com sons que nunca ouviram?

Bial distingue trabalho coordenado por Teresa Paiva

19 março 2003
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Esta é a pergunta que um grupo de investigadores do Núcleo de Lisboa do Instituto do Sono, Cronobiologia e Telemedicina, sob a coordenação da Profª Teresa Paiva, procurará responder no âmbito das Bolsas de Investigação Científica da Fundação Bial.
 

 

Depois de levantada a possibilidade de cegos congénitos sonharem com imagens sem nunca as terem visto, um projecto que obteve reconhecimento a nível internacional, este grupo de investigadores dedica-se agora ao estudo dos sonhos dos surdos.
 

 

O objectivo passa pela analise do conteúdo onírico dos sonhos, nomeadamente ao longo das várias fases do sono, e da evolução dos sonhos antes e após a colocação de prótese coclear e respectiva recuperação auditiva.
 

 

A introdução de novas técnicas de neurofisiologia e imageologia irá possibilitar uma melhor compreensão da topografia e das interelações das áreas relacionadas com a linguagem dos surdos, já que o conhecimento nesta área é relativamente escasso.
 

 

À semelhança do que sucede na área da cegueira, o estudo da patologia do sono e dos sonhos nos indivíduos surdos pode representar um importante contributo na compreensão neuroanatómica e neurofisiológica, já que se prevêem repercussões directas destes conhecimentos na prática clínica e na área da reabilitação.
 

 

Este é um dos projectos que foi distinguido recentemente no âmbito do 5º Concurso de Bolsas de Investigação Científica da Fundação Bial nas áreas da Psicofisiologia e Parapsicologia.
 

 

As Bolsas de Investigação Científica pretendem contribuir para a prossecução dos objectivos gerais da Fundação Bial - incentivar a investigação centrada sobre o Homem, quer sob o ponto de vista físico, quer na perspectiva espiritual, nomeadamente em áreas ainda pouco exploradas mas susceptíveis de profunda análise científica.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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