Será possível matar as células cancerígenas sem danificar as saudáveis?

Estudo publicado na revista “EMBO Molecular Medicine”

28 agosto 2018
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Uma equipa de investigadores poderá ter descoberto uma forma de exterminar as células cancerígenas sem danificar as células saudáveis, um achado que é considerado como um enorme avanço.
 
Os investigadores da Universidade de Bristol, Reino Unido, descobriram uma forma de explorarem a hipoxia, que consiste na redução dos níveis de oxigénio, e que ocorre com o desenvolvimento de muitos tipos de cancro, fazendo com que progridam e se espalhem.
 
A hipoxia sucede porque frequentemente os tumores crescem mais rapidamente do que o fluxo sanguíneo disponível, causando privação de oxigénio. Isto força as células cancerígenas a adaptarem-se, o que as torna mais agressivas, o que por sua vez as faz espalharem-se pelo corpo.
 
Para tentarem perceber a forma como as células cancerígenas se adaptam à hipoxia, com a esperança de encontrarem novas formas de travarem o crescimento do cancro, os investigadores decidiram estudar todas as proteínas ativadas pelas células com a hipoxia.
 
A equipa usou uma técnica proteómica sobre células cancerígenas humanas cultivadas em laboratório e descobriu um novo mecanismo de sinalização que no futuro poderá ser usado para atuar sobre as células cancerígenas sem afetar as células normais.
 
Foi apurado, que através de técnicas genéticas para evitar que as células cancerígenas ativassem um recetor específico, conhecido como GPRC5A, quando os níveis de oxigénio diminuíam, desencadeava a morte das mesmas células. 
 
Alexander Greenhough, investigador que liderou o estudo, comentou que “a hipoxia é um excelente alvo de tratamento do cancro porque normalmente surge nos cancros, em vez dos tecidos saudáveis. No entanto, encontrar formas de explorar esta diferença eficazmente no âmbito clínico é um desafio enorme.”
 
“Este trabalho aumenta o nosso conhecimento sobre o comportamento das células cancerígenas hipóxicas e é um passo mais no sentido de desenvolver novas terapias que possam atingir esta meta”, concluiu. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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