Ser feliz só faz bem à saúde – os homens que o digam

Vida familiar feliz e satisfação financeira reduz riscos de derrame cerebral

14 fevereiro 2002
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A satisfação com a vida familiar e com a situação financeira faz os homens mais felizes. «É óbvio!», pode pensar, mas a verdade é que, para os homens, isto se traduz numa significativa redução dos riscos de derrame cerebral.
 

 

David Tanne, médico e investigador no Centro Médico de Tel Aviv, coordenou um grupo de investigadores que analisou 23 anos de dados recolhidos pelo Projecto Israelita de Doenças Cardíacas Isquémicas, que incluiu mais de 10 mil funcionários públicos do sexo masculino com idade igual ou superior a 40 anos.
 

 

Quando estes homens se inscreveram no estudo, responderam a questionários sobre a sua satisfação com a vida familiar e sobre a segurança que sentiam relativamente à sua situação financeira. Ao longo dos 23 anos do estudo, todos os homens foram acompanhados pelo projecto e verificaram-se 364 mortes por derrame cerebral.
 

 

Entre os homens que classificaram as suas dificuldades como graves, a taxa de derrame cerebral foi de 4,5% enquanto entre aqueles que relataram não terem qualquer tipo de dificuldade familiar a mesma taxa foi de 3,5%. Embora a diferença possa parecer reduzida, mostra que o risco de morte causada por derrame cerebral diminui com a maior satisfação familiar.
 

 

E essa diferença é ainda mais notória quando os cientistas revelaram os valores ajustados depois de considerarem outros factores de risco para esta doença súbita, como outros problemas médicos, o facto de ser fumador ou não, a idade, etc. Os homens que relataram uma grande insatisfação com a vida familiar correram um risco acrescido de 41%, relativamente aos homens para quem a família era um factor de grande satisfação pessoal.
 

 

De acordo com o artigo publicado pela New Scientist, a satisfação relatada no início do estudo estava relacionada com os acontecimentos ocorridos ao longo do acompanhamento. Neste artigo, Tanne afirma que não foram as condições financeiras em si que influenciaram o risco que cada homem corria de vir a sofrer um derrame cerebral fatal mas sim a forma como cada indivíduo percebia e enfrentava as suas dificuldades.
 

 

Decidamente, este trabalho só vem confirmar que ser feliz faz bem à saúde. Portanto, não se esqueça: seja feliz, enfrente os problemas de «cabeça fria» e não se preocupe – tudo se resolve.
 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos Na Internet

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