Sequenciado genoma do mosquito que transmite o vírus do Nilo Ocidental

Estudo publicado na revista “Science”

06 outubro 2010
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O genoma do mosquito que transmite o vírus do Nilo Ocidental foi sequenciado por uma equipa internacional liderada por cientistas da University of California, em Riverside, EUA, abrindo caminho ao desenvolvimento de novas estratégias de combate aos agentes patogénicos transmitidas pelo mosquito, cuja picada no homem pode conduzir a doenças graves e até fatais. O estudo foi publicado na revista “Science”.

 

O mosquito transmissor da doença é o Culex quinquefasciatus, do género Culex. Supõe-se que estes insectos tenham o vírus localizado nas suas glândulas salivares, transmitindo a doença a animais e seres humanos quando picam para se alimentarem de sangue. Os cientistas já tinham sequenciado o genoma do Anopheles gambie (transmissor da malária) e do Aedes aegypti (transmissor da febre amarela e do dengue). Com o sequenciamento do Culex quinquefasciatus, fica completo o conhecimento dos genomas dos três géneros de mosquitos que são os principais vectores de doenças humanas mortais.

 

"Agora podemos comparar e contrastar os três genomas do mosquito e identificar não só os seus genes em comum, mas também o que é único em cada mosquito", disse Peter Arensburger, membro da equipa de investigadores. Com este conhecimento, os cientistas podem também ʺidentificar quais os genes que são ou não expressos em resposta à infecção, um conhecimento que é fundamental para o desenvolvimento de estratégias para a prevenção da transmissão do vírus do Nilo Ocidental e de outros vectores de doenças ", acrescentou o investigador.

 

Com mais de 1.200 espécies descritas, dos três mosquitos, o Culex é o género mais diversificado e de ampla distribuição geográfica. Das doenças transmissíveis pelo Culex, constam o vírus do Nilo Ocidental, a encefalite de St. Louis e a filariose linfática.

 

O vírus do Nilo Ocidental apareceu pela primeira vez nos EUA no Verão de 1999.  Desde então, tem sido encontrado em todos os 48 estados e só no ano passado foram infectadas 720 pessoas naquele país. O vírus também já foi detectado em vários países da União Europeia, na Rússia e em Israel.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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