Sequelas em crianças com cardiopatias: quais os mecanismos?

Estudo realizado pelo Hospital de Santa Marta

21 dezembro 2012
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O Hospital de Santa Marta, em Lisboa, investigou os mecanismos que fazem com que as crianças nascidas com doenças cardíacas, e posteriormente tratadas, venham a desenvolver complicações futuras.
 

O coordenador da equipa, o cardiologista pediátrico José Diogo Martins, revelou à agência Lusa que a investigação surgiu no seguimento da constatação de que “algumas destas doenças cardíacas ao nascimento (cardiopatias congénitas) ficam bem tratadas no período imediato, mas no futuro deixam algumas dificuldades, nomeadamente hipertensão arterial”.
 

O projeto tem como objetivo “minimizar as sequelas” da doença e “otimizar o tratamento, para quando se implementar uma estratégia de tratamento se obter, não só um bom resultado imediato, que já hoje em dia se consegue, mas para no futuro estas crianças serem adultos saudáveis e sem sequelas”.
 

“Tentamos pesquisar quais os mecanismos que levam a estes resultados e, para este efeito, implementámos um estudo que conta com a colaboração de alguns dos mais prestigiados hospitais do mundo na área das cardiopatias congénitas, como a Universidade de Harvard e a de Berlim, entre outras”, disse o especialista.
 

O principal objetivo da investigação é “contribuir para o avanço do conhecimento das doenças cardíacas infantis, melhorando a vida destas crianças e dos adultos que vão ser”, explicou José Diogo Martins, lembrando que uma em cada cem crianças nasce com uma cardiopatia congénita.
 

Estas doenças, que na sua maioria não são graves, são contudo “responsáveis pela maior causa de mortalidade infantil em Portugal, já que, até um ano de idade, a maior causa de mortalidade infantil ocorre diretamente das cardiopatias congénitas, o que é um significativo problema de saúde pública em Portugal”, acrescentou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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