Sépsis severa mata metade dos doentes internados UCIs

Estudo apresentado XII Jornadas Intensivas da Primavera

06 abril 2006
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A sépsis mata duas em cada cinco pessoas que entram nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), mas, se for severa, é fatal para metade dos pacientes, segundo um estudo divulgado ontem no Porto.
 

 

Para chegar a esta conclusão, um grupo de especialistas estudou 897 doentes que deram entrada nas UCI de 17 hospitais portugueses durante um ano, entre 01 de Dezembro de 2004 e 30 de Novembro de 2005.
 

 

O estudo "pioneiro", divulgado nas XII Jornadas Intensivas da Primavera, pretendeu caracterizar sépsis muito graves, que obrigaram a internamento em UCI, mas que foram adquiridas na comunidade, explicou António Carneiro, coordenador do estudo e director da unidade de Cuidados Intensivos no Hospital de Santo António, Porto. Pretendeu, igualmente, propor estratégias mais eficazes para a combater, no âmbito da iniciativa internacional Surviving Sépsis Campaing.
 

 

O coordenador do estudo disse que "é possível" reduzir em 20 por cento, no espaço de cinco anos, a mortalidade por sépsis severa nos doentes entrados na UCI. Alcançar este objectivo implica alterar os procedimentos dos profissionais de saúde, por exemplo ao nível da estabilização hemodinâmica (estabilização da circulação sanguínea) dos doentes.
 

 

No estudo estiveram envolvidos hospitais de Beja, Coimbra (Centro Hospitalar e Hospitais da Universidade), Guimarães, Lisboa (Desterro, Pulido Valente, S. Francisco Xavier, S. José e Santa Maria), Matosinhos, Portimão, Porto (Instituto Português de Oncologia, S. João e Santo António), Santa Maria da Feira, Vila Nova de Gaia e Vila Real.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI- Médicos na Internet
 

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