Sensores implantáveis capazes de monitorizar cancro e diabetes

Estudo publicado na revista “Nature Nanotechnology”

07 novembro 2013
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Sensores implantáveis podem ser capazes de monitorizar o desenvolvimento do cancro. O estudo publicado na “Nature Nanotechnology” explica como estes sensores são capazes de monitorizar a inflamação e detetar a presença de uma molécula, o óxido nítrico, que se encontra em níveis alterados em alguns cancros.
 

Os investigadores do Massachusetts Institute of Technology acreditam que estes sensores, feitos de nanotubos de carbono, poderão ser também modificados para detetar outras moléculas, como a glucose, que poderá ajudar na monitorização dos pacientes com diabetes.
 

De acordo com os autores do estudo, o óxido nítrico é uma molécula que é capaz de transmitir mensagens entre o cérebro e o sistema imunitário. Em alguns tipos de cancro, os níveis desta molécula encontram-se alterados. Contudo, os mecanismos envolvidos neste processo ainda não são claros.
 

De forma a compreender melhor este processo, os investigadores criaram dois nanosensores, os quais foram testados em ratinhos. O primeiro sensor, que permite uma monitorização mais rápida, foi injetado na corrente sanguínea. O estudo apurou que após ter passado pelos pulmões e coração, sem a ocorrência de qualquer dano, atingiu o fígado onde foi capaz de monitorizar os níveis de óxido nítrico.
 

O outro sensor foi embebido num gel, podendo ser implantado na pele durante um período mais longo de tempo. Quando este sensor foi implantado na pele dos ratinhos, verificou-se que este permaneceu funcional ao longo de 400 dias. De acordo com os investigadores, este último sensor pode ser útil na monitorização do cancro e de outras doenças que causem inflamação. Adicionalmente, este sensor pode também ser capaz de detetar respostas imunes nos pacientes com membros artificiais ou outros dispositivos implantados.
 

“O óxido nítrico tem papéis contraditórios na progressão do cancro, por isso são necessárias novas ferramentas para o compreender melhor. Este trabalho fornece assim uma nova forma de medir esta molécula e potencialmente outras, no organismo e em tempo real”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Michael Strano.
 

Atualmente os investigadores estão a tentar modificar os sensores para que estes sejam capazes de detetar glucose. No caso de se alcançar resultados positivos, esta ferramenta poderia eliminar a necessidade dos diabéticos retirarem amostras de sangue com frequência para medição dos níveis de glucose.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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