Sensor ultrassensível deteta HIV ou cancro

Estudo publicado na “Nature Nanotechnology”

05 novembro 2012
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Investigadores do Reino Unido desenvolveram um protótipo de um sensor ultrassensível capaz de ajudar os médicos a detetar, a olho nu, os estádios iniciais de doenças, refere um estudo publicado na “Nature Nanotechnology”.
 

Esta tecnologia desenvolvida pelos investigadores do Imperial College London, no Reino Unido, é dez vezes mais sensível que os atuais métodos que utilizam partículas de ouro para medição de biomarcadores. Os autores do estudo acreditam que a utilização deste tipo de tecnologia poderá ser benéfica para os países onde o equipamento tecnológico é escasso, permitindo assim uma deteção rápida e de baixo custo.
 

Neste estudo os investigadores testaram a eficácia deste sensor em amostras sanguíneas para detetar a presença de um biomarcador indicador da infeção por VIH, o p24.
 

“É de vital importância que os pacientes sejam testados para que as terapias retrovirais tenham sucesso e também para detetar novos casos de infeção. Infelizmente, os métodos de deteção com partículas de ouro são demasiado dispendiosos para serem utilizados em países onde os recursos são parcos. A nossa abordagem apresenta uma sensibilidade elevada, não necessita de instrumentos sofisticados e é 10 vezes mais barata”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Molly Stevens.
 

Os investigadores também testaram este sensor para detetar a presença de um biomarcador conhecido por antigénio específico da próstata, um indicador precoce do cancro da próstata. Os autores do estudo revelaram que uma outra vantagem deste tipo de sensor é a possibilidade de poder ser reconfigurado para detetar a presença de outros vírus e doenças para as quais já são conhecidos biomarcadores.
 

O estudo refere que este sensor analisa o soro, o qual é colocado num pequeno contentor. Na presença de um resultado positivo, para os marcadores em causa, forma-se um aglomerado de nanopartículas que imitem um tonalidade azul. Caso o resultado seja negativo, a solução fica com uma cor avermelhada. As duas reações podem ser facilmente visualizadas a olho nu.
 

Os investigadores constataram que este sensor é tão sensível que foi capaz, contrariamente aos testes atuais, de detetar níveis de p24 em amostras de pacientes que tinham uma carga viral baixa.
 

“Desenvolvemos um teste que esperamos que venha a permitir detetar infeções do VIH que eram anteriormente indetetáveis, o que significa que os pacientes poderão inicializar o tratamento mais cedo. Acreditamos também que este teste seria muito menos dispendioso de administrar, podendo assim ser utilizado de uma forma mais generalizada em regiões do globo mais pobres”, conclui o coautor do estudo, Roberto de la Rica.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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