Sensor ingerível monitoriza saúde no interior do corpo

Dispositivo aprovado pela FDA

21 agosto 2012
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A Agência Federal de Medicamentos e Alimentos norte-americana (FDA – Food and Drug Administration) anunciou ter aprovado um sensor digital da Proteus Digital Health que pode ser ingerido num comprimido para monitorizar dados de saúde a partir do interior do organismo. Os dados poderão ser usados não só por pacientes, mas por prestadores de cuidados e profissionais de saúde para melhor adaptarem os cuidados prestados.

 

Este trata-se do primeiro “comprimido digital” a ser aprovado pela agência norte-americana, embora já tivesse recebido igual aprovação na Europa. De acordo com o fabricante, trata-se do início de uma nova era de medicina digital que “altera o paradigma de cuidados”.

 

O sensor ingerível é do tamanho de um grão de areia e é composto essencialmente por silicone. Este pode ser incluído num comprimido para controlar, por exemplo, a adesão dos pacientes à medicação.

 

Embora a eficácia e segurança dos fármacos sejam estabelecidas em ensaios clínicos, estes tendem a decorrer em condições muito bem controladas, o que não acontece quando os pacientes tomam a medicação em casa. Sem informação exata sobre a adesão à medicação por parte do paciente, os médicos não conseguem avaliar se o problema estará na medicação ou na não adesão à terapêutica.

 

O sensor não é alimentado por pilha. Ele cria a sua própria energia quando os materiais condutores que o compõem entram em contacto com o líquido estomacal, enviando um sinal para um adesivo colocado na pele do paciente. Este adesivo recebe o sinal e envia a informação para uma aplicação móvel (como um telemóvel) e, com a autorização do paciente, pode ainda enviá-la para um prestador de cuidados ou profissional de saúde. Além disso, o fabricante refere ainda que o seu sistema de feedback integrado permite-lhe recolher outros dados, tais como, frequência cardíaca, posição do corpo e atividade.

 

Eric Topol, geneticista, cardiologista e professor no The Scripps Research Institute, considera que se trata de “um marco na medicina digital”. “A digitalização direta de comprimidos, pela primeira vez, em conjunto com a nossa infraestrutura sem fios, pode revelar-se um novo modelo que influenciará a adesão à medicação e ajudará de forma significativa na gestão de doenças crónicas”, afirma Topol.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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