Sensibilidade a substâncias químicas alastra na Europa
16 novembro 2002
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A síndroma da sensibilidade múltipla a substâncias químicas afecta cada vez mais pessoas na Europa, alertaram cientistas reunidos em Viena num simpósio internacional sobre esta doença de contornos pouco conhecidos.
 

 

Milhares de pessoas sofrem, no continente europeu, de sintomas como dores de cabeça permanentes, olhos lacrimosos ou eczemas, apesar dos exames laboratoriais indicarem que não sofrem de qualquer doença.
 

 

A síndroma é desencadeada por substâncias químicas em quantidades mínimas, que se encontram de forma diversa nos materiais usados em casa ou no local de trabalho, desde químicos utilizados no tratamento de materiais, dissolventes, determinados produtos usados na protecção da madeira, mas também o fumo do tabaco e alguns componentes de produtos alimentares.
 

 

O que se sabe sobre a doença, ainda pouco investigada, parece indicar que ela é adquirida e não congénita, e que se manifesta não só perante altas concentrações químicas mas também pequenas doses.
 

 

Existem determinados grupos profissionais que correm um risco elevado de contrair a doença, como por exemplo o pessoal de laboratórios (em Portugal é conhecido o caso do "pó amarelo" no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge) ou trabalhadores do sector da tipografia.
 

 

A principal característica da síndroma consiste no facto de não afectar um único órgão mas vários e de, à semelhança das alergias, não ter cura, já que apenas se podem aliviar os sintomas.
 

 

Nos Estados Unidos a doença começou a ganhar destaque depois de milhares de veteranos da guerra contra o Iraque se terem queixado de graves moléstias deste tipo.
 

 

Entre os peritos existem opiniões díspares, subsistindo a dúvida sobre se se trata, em primeiro lugar, de uma doença psicossomática ou de um transtorno de origem puramente física, eventualmente com implicações genéticas.
 

 

O desconhecimento das causas exactas da síndroma assim como das possibilidades de diagnóstico e tratamento dificultam que seja prestada uma ajuda eficaz aos doentes.
 

 

Acresce o facto de, na União Europeia, existirem entre 50.000 a 60.000 substâncias químicas diferentes contidas em diversos produtos, cujos efeitos no organismo humano ainda não foram estudados a fundo.
 

 

A Comissão Europeia vai apresentar nas próximas semanas uma proposta de debate sobre a nova política europeia nesta matéria, com o objectivo de, no futuro, apenas poderem ser comercializados produtos que tenham sido investigados o suficiente, e sejam proibidos os que revelarem efeitos negativos.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

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