Sementes da vida na Terra podem ter vindo do espaço
31 março 2002
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Cientistas da NASA anunciaram a criação de aminoácidos, um elemento crítico para o desenvolvimento da vida, em ambiente laboratorial simulando as condições do espaço profundo, uma investigação publicada na revista Nature.
 

 

No laboratório da NASA Ames Research Center em Silicon Valley (Califórnia), uma equipa de biólogos fez incidir luzes ultravioleta em gelo, simulando as condições comuns no espaço interestelar.
 

 

O gelo do espaço profundo é formado por água comum combinado com moléculas simples.
 

 

Nas suas experiências, a equipa descobriu aminoácidos, moléculas essenciais para a vida na Terra.
 

 

"Esta descoberta pode lançar novas luzes sobre a origem da vida", afirmou Max Bernstein, principal autor e químico no laboratório Ames e no Instituto SETI (Search for Extra Terresterial Intelligence).
 

 

"Descobrimos, pela primeira vez, que os aminoácidos se podem formar nas nuvens densas interestelares onde nascem as estrelas e os sistemas planetários", acrescentou.
 

 

Segundo Bernstein, a descoberta desafia o paradigma tradicional segundo o qual as moléculas que deram origem à vida se formaram na Terra. Ao contrário, a equipa da NASA sugere que estas moléculas se formaram no espaço e vieram depois para a Terra.
 

 

Os aminoácidos detectados (glicina, alanina e serina) são os elementos básicos das proteínas a partir das quais se forma a vida.
 

 

Por outro lado, os aminoácidos produzidos no laboratório da NASA são semelhantes aos detectados anteriormente em meteoritos ricos em carbono que caíram na Terra.
 

 

As semelhanças químicas podem indicar que os aminoácidos dos meteoritos se formaram no espaço longínquo, antes da constituição do sistema solar, sublinham os investigadores.
 

 

"Esta descoberta sugere que a Terra pode ter sido "semeada" nos seus primeiros dias com aminoácidos provenientes do espaço", explicou Jackson Dworkin, outro dos membros da equipa.
 

 

"Por outro lado, isto aumenta a possibilidade da vida se ter desenvolvido em outros locais além da Terra", acrescentou.
 

 

Nas suas experiências, os investigadores simularam condições semelhantes às do espaço profundo, congelando misturas de moléculas abundantes nas nuvens interestelares. Em seguida, expuseram o gelo resultante à luz ultravioleta.
 

 

Fonte: Lusa

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