Seiscentas mil pessoas morrem devido ao tabagismo passivo

Estudo publicado no “The Lancet”

29 novembro 2010
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Mais de 600 mil pessoas morrem devido ao tabagismo passivo, sendo que 165 mil dessas vítimas são crianças, revela o estudo publicado pela “The Lancet” e citado pela agência Lusa.

 

Se a estas 600 mil mortes se somarem as cerca de 5,1 milhões de mortes atribuídas todos os anos ao tabagismo activo, o número de vítimas mortais devido ao tabaco dispara para os 5,7 milhões, por ano.

 

Este é o primeiro estudo que avalia o impacto global do tabagismo passivo. Os seus autores, que pertencem ao Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia e à Organização Mundial de Saúde, utilizaram dados de 2004 de 192 países, tendo constatado que 40% das crianças, 35 % das mulheres, 33 % dos homens não fumadores estiverem expostos ao fumo passivo.

 

Esta exposição causou 379 mil mortes por doença cardíaca isquémica, 165mil devido a infecções respiratórias, 36.900 por asma e 21.400 mortes por cancro do pulmão. Das 603 mil mortes atribuídas ao fumo passivo, 47% ocorreu nas mulheres, 28% nas crianças e 26% nos homens.

 

Os mais atingidos por doenças relacionadas com o tabagismo passivo foram crianças menores de cinco anos com infecções respiratórias, adultos com doença cardíaca isquémica e adultos e crianças com asma.

 

Segundo os autores do estudo, as crianças são as primeiras vítimas do tabagismo passivo, uma vez que não podem privar-se da principal fonte de exposição: os pais que fumam em casa.

 

Assim, na opinião dos autores do estudo deveriam ser tomadas medidas mais duras para reduzir o número de mortes. Para além das leis antitabágicas já estabelecidas são ainda necessárias serem implementadas iniciativas para motivar as famílias a colocar nas suas próprias casas políticas de redução à exposição ao tabaco.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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