Segurança da pílula contracetiva é reforçada

Opinião da Sociedade Portuguesa da Contraceção

24 janeiro 2013
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A toma da pílula contracetiva é segura de acordo com a Sociedade Portuguesa da Contraceção (SPDC), que refere que este é um dos medicamentos “mais estudados” e que não existem razões para as mulheres deixarem de a tomar.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que esta posição da SPDC surge na sequência de uma polémica que ocorreu em França, em dezembro do ano passado, quando uma jovem vítima de um acidente cardiovascular cerebral (AVC) atribuiu este problema de saúde à toma da pílula.
 

A SPDC refere que desde o surgimento da pílula, “a investigação tem sido permanente no sentido da redução dos riscos, com diminuição da dose de estrogénios, a introdução recente de estrogénios naturais e o desenvolvimento de progestativos com uma ação progressivamente mais seletiva”.
 

Apesar de o tromboembolismo venoso ser raro, este é um dos riscos associados à toma da pílula que tem “levantado mais preocupação, pela sua gravidade, relativamente ao uso da pílula”, refere, acrescentando que “o risco tromboembólico está relacionado com a dose de estrogénios, podendo ser potenciado pelo progestativo em uso”.
 

“De facto, o risco de tromboembolismo é diferente para as pílulas com progestativos de 2ª, 3ª geração e novos progestativos (como é o caso da drospirenona) mas os benefícios também são diferentes, pelo que não há razão para as mulheres abandonarem a toma da pílula contracetiva”, refere a sociedade científica.
 

“Um contracetivo 100% seguro e 100% eficaz não existe e, tal como noutras áreas da saúde, é uma questão de ponderar os riscos e benefícios”, refere a sociedade acrescentando que para uma mulher saudável o benefício do uso de contraceção, incluindo a hormonal, é superior aos riscos de uma gravidez não planeada.
 

A evidência científica é de que o risco de tromboembolismo venoso nas mulheres que não utilizam a pílula é de 4 a 5 em cada 10.000 mulheres em idade reprodutiva e nas utilizadoras que tomam a pílula é de 9 a 10 em cada10.000.
 

No passado dia 11, a ministra da Saúde francesa, Marisol Touraine, pediu à União Europeia que limitasse a prescrição de pílulas contracetivas de terceira e quarta geração e anunciou que a França vai adotar um mecanismo para limitar o uso desses tipos de contracetivos.
 

O apelo da ministra surge depois de a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) ter divulgado um comunicado no qual assegurou que as mulheres que usam as pílulas de última geração não têm nenhum motivo para pararem de usar o medicamento.
 

"Hoje não há nenhuma prova nova que sugira uma mudança no perfil de segurança das pílulas. Não há motivo para que as mulheres parem de usa esse contracetivo", refereia a EMA.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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