Sedentarismo nas mulheres relacionado a maior risco de embolia pulmonar

Estudo publicado no “British Medical Journal”

07 julho 2011
  |  Partilhar:

As mulheres que passam diariamente longos períodos de tempo sentadas têm entre duas a três vezes mais probabilidades de desenvolver embolia pulmonar com risco de vida do que as mulheres mais activas, aponta um estudo publicado na revista britânica “British Medical Journal” (BMJ).

 

Este novo estudo é o primeiro a provar que a vida sedentária aumenta o risco de desenvolver embolia pulmonar - uma causa comum de doenças cardíacas.

 

Num editorial publicado juntamente com o estudo, os especialistas referem que, embora o risco seja pequeno - o equivalente a sete casos extra por 10 mil pessoas – é apenas ligeiramente superior ao observado nas mulheres que tomam contraceptivos orais ou realizam viagens de longo curso - a descoberta pode ter implicações de saúde.

 

A embolia pulmonar desenvolve-se quando parte ou a totalidade do coágulo das veias profundas da perna se solta e viaja através da corrente sanguínea até aos pulmões. Os sintomas incluem dificuldade em respirar, dor no peito e tosse. Enquanto outros estudos têm explorado a relação entre actividade física e embolia pulmonar, poucos dados estão disponíveis sobre a ligação entre a patologia e a inactividade física.

 

Nesta investigação, liderada por Christopher Kabrhel, do Hospital Geral de Massachusetts, EUA, os cientistas analisaram dados do estilo de vida de 69.950 enfermeiras durante um período de 18 anos que tiveram que responder a um questionário a cada dois anos.

 

Os investigadores verificaram que o risco de embolia pulmonar era mais de duas vezes superior nas mulheres que passavam grande parte do tempo sentadas (mais de 41 horas por semana fora do horário de trabalho) em relação às que passavam menos de 10 horas sentadas por semana.

 

Os resultados mantiveram-se após os investigadores terem em conta outros factores, como a idade, índice de massa corporal e hábitos como o tabagismo.

 

O estudo também mostra que a inactividade física está correlacionada com a doença cardíaca e hipertensão e pode ser um dos mecanismos ocultos que a ligam à doença arterial e à doença venosa.

 

Os autores sugerem na publicação a importância e urgência de campanhas de saúde pública sobre os riscos do sedentarismo no sentido de reduzirem a incidência de casos de embolia pulmonar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.