Sedentarismo nas crianças leva a pior coordenação motora

Estudo publicado no "American Journal of Human Biology"

20 agosto 2012
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Um estudo conduzido pela Universidade do Minho (UM) demonstrou que as crianças que passam mais de três quartos do seu tempo livre em atividades sedentárias, como ver televisão ou jogar jogos no computador, chegam a ter uma coordenação motora nove vezes pior do que aquelas que são ativas.

 

 equipa de cientistas da UM conduziu a investigação com base na análise de 110 raparigas e 103 rapazes que frequentavam 13 escolas básicas situadas em zonas urbanas. Foram medidos, de forma objetiva, os comportamentos sedentários e a atividade física. Para a avaliação da coordenação motora foram utilizados testes físicos que envolviam a avaliação do equilíbrio, saltos de obstáculos e a deslocação de plataformas.

 

Para além destes testes, foram realizados questionários aos pais das crianças com o intuito de determinar variáveis de saúde.

 

Os resultados revelaram que as crianças passam, em média, 75,6% do seu tempo em atividades sedentárias. Foi também demonstrado que o impacto da coordenação motora é maior nos rapazes do que nas raparigas.

 

As raparigas que passavam 77% do seu tempo livre em atividades sedentárias apresentavam quatro ou cinco vezes pior coordenação motora do que as raparigas ativas. Relativamente aos rapazes, os que passavam 76% do seu tempo em atividades sedentárias apresentavam entre cinco e nove vezes pior coordenação motora do que os rapazes ativos.

 

Luís Lopes, um dos autores do estudo, adianta que “o elevado sedentarismo tem um impacto significativo na coordenação motora das crianças, influenciando de modo mais desfavorável os rapazes”. Ainda segundo o investigador, “A infância é um período crítico para o desenvolvimento das competências da coordenação motora que é essencial para a saúde e bem-estar”.

 

Este estudo revela ainda que a atividade física por si só não reverte os efeitos negativos que o elevado nível de sedentarismo provoca na coordenação motora. Os autores defendem que “os resultados mostram a importância de estabelecer um tempo máximo para comportamentos sedentários, enquanto se encorajam as crianças a aumentar os níveis de atividade física”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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