Sedação assistida por computador diminui tempo de recobro

Dados de estudos publicados no “Digestive Disease Week”

21 maio 2015
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A utilização de sedação com propofol assistida por computador para endoscopia digestiva alta e colonoscopia de rotina reduziu o tempo de recuperação em cerca de 20%, conclui um estudo levado a cabo pelo Centro Médico Virginia Mason (VMMC, na sigla inglesa), Seattle, nos EUA. 
 
“Há pacientes que não respondem bem à sedação com midazolam e fentanil e outros consideram que estes dois medicamentos lhes provocam uma sensação de ‘nevoeiro’ logo após acordarem”, revelou Andrew Ross, gastroenterologista e diretor do Centro de Endoscopia Terapêutica do Instituto de Doenças Digestivas do VMMC. “Os resultados do nosso estudo demonstram que os profissionais clínicos podem usar a sedação com propofol assistida por computador [CAPS, sigla inglesa] para estes pacientes, diminuindo o tempo de recuperação destes”, acrescentou.
 
Dada a necessidade de uma alternativa à sedação com midazolam e fentanil, os gastroenterologistas e anestesistas do VMMC decidiram testar o sistema CAPS para verificar qual dos dois seria o sistema de sedação mais seguro e eficaz para endoscopia digestiva alta e colonoscopia de rotina.
 
Para o estudo, os investigadores utilizaram o sistema CAPS em 1.466 pacientes Classe 1 (considerados normais e saudáveis) e Classe 2 (pacientes com pequenas doenças sistémicas), conforme definido pela Associação Americana de Anestesiologistas (ASA). Após realizarem a endoscopia, pacientes sedados com CAPS apresentaram uma média de 27 minutos de tempo de recobro, o que representa 6 minutos (ou 20%) a menos do que os pacientes sedados com midazolam e fentanil.
 
Normalmente a utilização de propofol requer a presença de um anestesista durante a endoscopia. Contudo, na CAPS os anestesistas não necessitam de estar envolvidos em cada intervenção, embora tenham de estar disponíveis sempre que for necessário, otimizando, desta forma, a utilização dos recursos humanos.
 
“Os primeiros resultados dos inquéritos à experiência de pacientes e profissionais clínicos sugerem que os valores de satisfação com CAPS são mais elevados tanto em pacientes como em profissionais clínicos, quando comparados com procedimentos padrão”, afirmou Ross. “Os profissionais clínicos apresentaram valores bem mais altos de satisfação, uma vez que acreditam que a CAPS oferece um melhor nível de sedação do que outros métodos, enquanto os pacientes relataram um nível de satisfação ligeiramente superior, tendo em conta o recobro”, adiantou. 
 
Andrew Ross acrescentou ainda que, embora os dados demonstrem que a CAPS funciona bem, este método não pode ser usado em todos os pacientes. De acordo com a evidência, a CAPS apenas deve ser utilizada em pacientes de Classe 1 ou Classe 2.
 
Os investigadores referem ser necessário realizar mais estudos para verificar se existem benefícios adicionais da utilização da CAPS, além da diminuição do tempo de recobro, tais como alterações no fluxo de trabalho de uma unidade de endoscopia num hospital. Além disso, os cientistas defendem ainda que será necessário realizar uma análise mais aprofundada aos pacientes para determinar quais os fatores que compõem o paciente ideal para este tipo de sedação.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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