Seca aumenta o risco da bactéria “legionella”

Considerações do Instituto de Soldadura e Qualidade

09 novembro 2017
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A seca aumenta o risco de presença da bactéria “legionella” segundo o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ) que recebeu pedidos adicionais de análises de água de hospitais após a contaminação no São Francisco Xavier, em Lisboa.
 
Segundo apurou a agência Lusa, a engenheira Maria Manuel Farinha, responsável pelo Departamento de Segurança e Ambiente no ISQ, considera que "o abaixamento dos níveis freáticos e a seca têm criado situações muito preocupantes".
 
"As condições da água para consumo humano estão diferentes, há mais matéria orgânica e a qualidade da água está diferente", disse, indicando que isso "aumenta o risco da presença de 'legionella'".
 
Depois da contaminação registada no hospital São Francisco Xavier, que afetou 34 pessoas e provocou já duas mortes, o ISQ recebeu "pedidos adicionais" de hospitais que pediram análises à sua água, indicou Maria Manuel Farinha, sem referir os nomes dos estabelecimentos por questão de confidencialidade.
 
O ISQ, que faz regularmente análises a pedido dos hospitais, recolheu amostras de água das torres de refrigeração, sanitária e de outras fontes, fazendo primeiro testes para detetar a presença de “legionella” e depois para determinar qual a estirpe em causa.
 
Maria Manuel Farinha afirmou que poderá ser necessário reforçar a monitorização das águas dos hospitais para despistar eventuais contaminações.
 
Dos 34 infetados com a doença dos legionários no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, encontram-se cinco doentes infetados em unidades de cuidados intensivos.
 
A maior parte (68%) dos infetados neste surto têm idades iguais ou superiores a 70 anos: um infetado tinha entre 40 a 49 anos, dez entre 50 a 69 anos e 21 entre 70 a 89 anos. Dois doentes tinham 90 ou mais anos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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