Se conduz, não pense em coisas complicadas

Pensamentos e conversas podem ser perigosos...

01 julho 2003
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Se vai fazer a tão ansiada viagem de férias, tenha muito cuidado com os pensamentos. Tudo porque, adianta um estudo espanhol, as tarefas mentais complexas ao volante distraem tanto os automobilistas como os factores externos. Por isso, nada de tentar desvendar o enigma ou discutir problemas matemáticos. Tudo é permitido, desde que os seus pensamentos sejam leves. «Se estivermos a pensar em temas preocupantes, como a solidão, é possível, em determinado momento, que nos despistemos», explicou Nunes Gonzalez, director do programa de investigação Argos, da Direcção-Geral de Trânsito de Espanha.
 

 

Para este coordenador do estudo, publicado no «Journal of Experimental Psychology: Applied», estes dados, no futuro, vão servir para a elaboração de novos sinais de trânsito, sistemas de informação em estrada, bem como na concepção do próprio carro, como por exemplo, no painel de controlo da viatura.
 

 

 

Segundo o estudo, as tarefas mentais complicadas podem reduzir até 30 por cento a capacidade do automobilista se aperceber de objectos na estrada. «É fácil entender que não se vê por não se olhar, mas é menos óbvio explicar que se pode olhar sem se ver», aponta o estudo. Na investigação participaram seis homens e seis mulheres, com idade a rondar os 23 anos. Durante quatro horas percorreram uma auto-estarad nos arredores da cidade de Madrid, munidos de aparelhos que observavam os seus olhares para descobrir sinais de atenção ou distracção.
 

 

Ao volante, os voluntários do estudo não se distraíam quando ouviam uma gravação com atenção, mas, ao invés, a atenção descia quando descreviam o que tinham ouvido ou quando calculavam conversões de câmbios ou explicavam o que tinham feito em determinado dia. E não se pense que falar com o pendura não faz mal nenhum. O estudo também concluiu a mesma descida da atenção quando o condutor falava com alguém sentado ao lado ou através de telemóvel em alta voz.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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