Saúde sexual feminina e masculina é tema de estudo a nível mundial
15 maio 2001
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Os Laboratórios Pfizer propõem-se estudar o impacto e a importância da vida sexual na segunda metade da vida, através da realização de um estudo que irá envolver 20 mil mulheres e homens em mais de 10 países, entre os quais a Austrália, Brasil, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Suécia, Grã-Bretanha e os Estados Unidos.
 

 

De acordo com Edward Laumann, do Departamento de Sociologia da Universidade de Chicago, e um dos investigadores que participa neste projecto, “A opinião pública está mais consciente que já é possível tratar alguns problemas relacionados com a sua saúde sexual, no entanto ainda existem muitas barreiras que impedem a efectiva utilização dos tratamentos disponíveis, incluindo o reconhecimento do problema e a relação médico/doente.”
 

 

O estudo a realizar pela Pfizer (The Pfizer Report on Sexual Health in the Second Half of Life) permitirá um conhecimento aprofundado sobre a importância da saúde sexual e as atitudes que os homens e mulheres a partir dos 40 adoptam, conhecimento esse que será fundamental para facilitar a comunicação entre doentes e médicos.
 

 

Para Jack Watters, Vice-Presidente da área médica da Pfizer na Europa e no Canadá, este trabalho baseia-se numa investigação aprofundada prévia que inclui a experiência de tratamento de disfunção eréctil em mais de 13 milhões de homens nos últimos três anos. “Esperamos que os dados do inquérito possam servir de base à elaboração de material educativo que venha facilitar um diálogo aberto sobre saúde sexual.” afirmou ainda aquele responsável.
 

 

Há mais de 25 anos, a Organização Mundial da Saúde declarava: “Todos os indivíduos têm direitos fundamentais, que incluem o direito ao tratamento de disfunções orgânicas, doenças e deficiências que interferem com as funções sexuais e reprodutivas.” No entanto, apesar desta declaração, passadas duas décadas ainda persistem muitos desafios a serem vencidos para realizar a visão de saúde sexual proposta pela OMS.
 

 

Apenas recentemente a saúde sexual tem sido alvo de discussão alargada, em particular no que se refere a homens e mulheres com mais de 40 anos. Os progressos nesta área têm sido impedidos pelo desconhecimento das causas que suscitam o aparecimento dos problemas e pela falta de tratamentos eficazes, factores que são ainda associados ao estigma que existe neste grupo etário em discutir estes assuntos.
 

 

Estudo prévio revelador
 

 

Como preparação para o estudo a realizar, a Pfizer conduziu um inquérito preliminar junto de 1000 indivíduos (100 homens e 100 mulheres por país, com idades superior a 40 anos) na Grã-Bretanha, Alemanha, França, Espanha e Itália. Os resultados deste inquérito demonstraram que 64% dos indivíduos com problemas sexuais falam com os seus parceiros, enquanto apenas 30% procuram o seu médico no sentido de encontrar ajuda. Outros 27% não tomaram qualquer iniciativa para resolver o seu problema e um número reduzido de doente - 6% - receberam tratamento específico.
 

 

“Este inquérito preliminar mostrou-nos que existem diferenças culturais na compreensão da saúde sexual e que as prioridades e as barreiras relativas aos tratamentos podem variar de país para país. As pessoas acreditam que os assuntos relacionados com a sua saúde sexual devem fazer parte dos check up médicos regulares, mas muitos não tomam a iniciativa de abordar este tema.” afirma ainda Edward Laumann. “Esperamos que o Estudo da Pfizer venha ajudar a classe médica a compreender melhor o tema da saúde sexual através de um maior conhecimento sobre as necessidades dos seus pacientes e sobre qual a melhor forma de abordar esta importante discussão.”
 

 

Para mais informações, contacte:
 

Betina Marreiros

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