Saúde óssea: a importância da nutrição

Estudo publicado na revista “Osteoporosis International”

08 outubro 2015
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A uma nutrição adequada, em qualquer idade, pode fazer toda a diferença no que respeita à saúde óssea e influenciar a capacidade de ter uma vida independente, com mobilidade e sem fraturas em idades mais avançadas, dá conta um estudo de revisão publicado na revista “'Osteoporosis International”.
 
“Este estudo demonstra quão importante é a nutrição para a saúde óssea ao longo da vida. De facto, a nutrição desempenha um papel importante no desenvolvimento de um esqueleto saudável mesmo antes do nascimento. A alimentação materna, assim como níveis adequados de vitamina D, estão associados a uma maior massa óssea dos recém-nascidos”, referiu um dos coautores do estudo, Cyrus Cooper.
 
O estudo chama a atenção para o facto de as tendências que conduzem a uma dieta pobre e deficiências nutricionais serem uma das causas de preocupação crescente em todas as faixas etárias, particularmente nas crianças.
 
O leite e produtos lácteos são a principal fonte de ingestão de cálcio para a maioria das crianças. Contudo, durante as últimas décadas, tem-se observado uma diminuição do consumo de leite no mundo inteiro. Adicionalmente, tem-se verificado que os jovens apresentam níveis insuficientes de vitamina D, o que levou a que vários países recomendassem a toma de suplementos deste tipo.
 
Nos adultos e idosos, os estudos têm demonstrado que o consumo de cálcio está muitas vezes abaixo das doses recomendadas. Do mesmo modo, tem-se verificado níveis baixos de vitamina D nas populações em todo o mundo. Fatores do estilo de vida, como consumo excessivo de álcool, hábitos tabágicos e um índice de massa corporal demasiado baixo ou alto também aumentam o risco de fratura.
 
O estudo refere ainda que o consumo deficiente de proteínas, assim como a desnutrição, comum entre os mais idosos, pode afetar negativamente a saúde óssea e muscular. Contudo, para os indivíduos com elevado risco de quedas e fraturas, a prática de exercício apropriado e o consumo nutricional adequado podem ter um papel complementar importante na farmacoterapia.
 
“A geração baby boomer está a envelhecer e as doenças musculoesqueléticas associadas à idade estão a aumentar o custo dos cuidados de saúde em todo o mundo. Este estudo demonstra como podemos explorar o potencial da nutrição saudável no âmbito de uma abordagem sistemática ao longo da vida para apoiar a prevenção da osteoporose e de fraturas”, conclui, um outro autor do estudo, Bess Dawson Hughes.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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