Saúde oral traz melhor qualidade de vida

Britânicos valorizam problemas da boca

13 maio 2003
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Três em cada quatro britânicos afirmam que a saúde dos dentes e das gengivas tem um impacto significativo sobre a qualidade de vida.
 

 

De acordo com a maioria dos entrevistados (cerca de dois terços), a saúde oral é muito importante para a aparência, conforto e alimentação. Pouco menos da metade dos participantes do estudo afirmou ainda que a saúde da boca era um factor que influenciava a autoconfiança, a vida social e as relações amorosas.
 

 

Colman McGrath, professor de periodontologia e de saúde pública da Universidade de Hong-Kong, apresentou esses resultados num estudo publicado na última edição do British Dental Journal.
 

 

Pela primeira vez, explicou o especialista, «consideramos não apenas os efeitos negativos, mas também os aspectos positivos da saúde oral num estudo nacional»
 

Para os especialistas, o mais surpreendente foi o facto de três em cada quatro pessoas perceberem que a saúde dental e oral afecta a qualidade de vida.
 

 

Embora a saúde oral tenha melhorado muito na Grã-Bretanha nas últimas décadas, segundo os investigadores, as doenças das gengivas permanecem um importante problema de saúde.
 

Os investigadores decidiram realizar o estudo actual, em parte, para avaliar as mudanças na percepção do público sobre relação a importância da higiene e da saúde oral.
 

 

Profissionais da área entrevistaram 1.838 pessoas em toda a Grã-Bretanha. Os voluntários responderam a perguntas sobre o número de dentes originais que tinham e a influência que os dentes, gengivas e boca tinham sobre diversos aspectos da vida.
 

 

Na opinião de 66 por cento, a saúde oral era importante em termos de aparência. Já 63 por cento afirmaram que a saúde oral influenciava o conforto, enquanto 62 por cento associaram sua importância ao acto de comer. A pesquisa revela ainda que 49 por cento dos participantes sentiam que os dentes e as gengivas aumentavam a autoconfiança; 43 por cento disseram que melhorava o convívio social, e 42 por cento, os relacionamentos amorosos.
 

 

As pessoas que tinham menos de 20 dentes naturais foram mais propensas a apresentar uma redução na qualidade de vida relacionada à saúde oral, em comparação com o grupo com mais de 20 dentes próprios. McGrath e o co-autor do estudo, Raman Bedi, da Organização Mundial da Saúde (OMS), avaliaram que «o impacto da saúde oral sobre a qualidade de vida na Grã-Bretanha foi imenso» e que três quartos da população perceberam essa influência.
 

 

Segundo McGrath, os resultados do estudo confirmaram que a boca e os dentes têm uma forte influência sobre a opinião que as pessoas têm de si mesmas. «É uma das poucas partes do nosso corpo que usamos todo os dias e empregamos numa série de coisas - como comer, falar e sorrir», explicou o investigador.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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