Saúde mental: projeto propõe medidas de empregabilidade

“Projeto INtegra”

25 setembro 2015
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A inserção dos doentes mentais no mercado laboral e o reforço dos cuidados de proximidade são as principais propostas do “Projeto INtegra”, que tem como objetivo melhorar a situação destes doentes em Portugal.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, este projeto surgiu da necessidade urgente de desenvolver soluções concretas de integração das pessoas com perturbações mentais, depois de, em abril, um estudo europeu que envolveu 30 países ter colocado Portugal em 27.º no que respeita aos cuidados e tratamentos destes doentes.
 
Elaborado por grupos de trabalho de diferentes quadrantes da sociedade, o projeto aponta o estigma da sociedade, a insuficiente compreensão destas doenças e a necessidade de apoios e políticas adequadas como os principais problemas de Portugal, colocando-o entre os piores da Europa no que respeita a cuidados e tratamentos, apesar de ser o que tem maior prevalência de doenças mentais.
 
O “Projeto INtegra” sugere a criação de cuidados de proximidade, aproveitando a capacidade instalada no sector público, com particular enfoque na rede de cuidados de saúde primários e cuidados continuados integrados, envolvendo todas as estruturas existentes na comunidade, nomeadamente as Associações de Utentes, Familiares e Organizações Não-Governamentais.
 
“Nas Unidades de Saúde Familiar não existem recursos técnicos suficientes na área da saúde mental. Mesmo que algumas tenham psicólogos, estes não são dimensionados de acordo com as necessidades existentes”, refere o projeto, acrescentando que a valorização destas unidades está mais direcionada para determinadas patologias como a diabetes.
 
As equipas comunitárias têm também papel de destaque neste projeto, sendo apontadas como fundamentais na integração do doente.
 
Outra das falhas identificadas é a falta de estudos sobre perturbação mental em Portugal, face à qual o projeto propõe que se crie um Plano de Dados da Doença “que possibilite obter dados regulares e representativos da nossa população”. 
 
Relativamente à reabilitação dos doentes, são sugeridas diferentes estratégias possíveis, tais como cursos socioprofissionais, promoção de empregos protegidos e outras atividades que contribuam para a sociabilização do doente.
 
O projeto recomenda que as atuais regras para a atribuição de subsídios sejam alteradas de forma a estimular a contratação de pessoas com doença mental: o valor das reformas auferidas pelos doentes mentais passaria para as empresas, como forma de comparticiparem os vencimentos a pagar.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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