Saúde mental: plataforma pretende criar novo conhecimento e estratégias

Iniciativa realizada por especialistas a nível mundial

18 abril 2012
  |  Partilhar:

Uma plataforma de especialistas mundiais em saúde mental, sedeada em Lisboa, pretende criar novos conhecimentos e propor estratégias para lutar contra estes problemas que registam "elevada prevalência" em Portugal.

 

Miguel Caldas de Almeida, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (UNL), explicou à agência Lusa que a Plataforma Gulbenkian para a Saúde Mental Global "é uma das iniciativas mundiais com o objetivo de pôr a saúde mental como um dos temas prioritários da agenda da saúde, promovendo a elaboração de documentos técnicos desenvolvidos por um grupo de peritos a nível mundial".

 

A par da realização de seminários para discutir vários temas sobre saúde mental, algumas das quais em Portugal, está prevista para 2015 uma grande conferência a nível mundial "para ver como se pode aproveitar e transformar em ação todas as recomendações desenvolvidas ao longo destes anos", avançou Caldas de Almeida.

 

"A plataforma pretende criar novo conhecimento, propor novas estratégias e contribuir para que se criem novas parcerias a nível mundial" para desenvolve-las, acrescentou.

 

Este trabalho será realizado em colaboração com a Organização Mundial de Saúde, instituições científicas, entidades políticas relacionadas com este assunto, com especial atenção para países emergentes como Brasil e Índia.

 

É que os problemas de saúde mental que até há pouco tempo eram sobretudo uma preocupação dos países mais desenvolvidos, neste momento são também uma inquietação dos países em desenvolvimento que "têm feito trabalho" nesta área.

 

Portugal tem um plano nacional de saúde mental há quatro anos e "fizeram-se progressos muito importantes a vários níveis", referiu o especialista, acrescentando que o país "progrediu muito a nível de cuidados de saúde mental e adquiriu uma grande credibilidade a nível internacional".

 

As dificuldades económicas "não podiam deixar de ter impacto no desenvolvimento do plano nacional de saúde mental, há menos recursos e todo o processo de desenvolvimento que estava em curso teve, como seria de esperar nesta transição de governos e situação de crise, um momento de diminuição de velocidade na sua implementação", defendeu Caldas de Almeida.

 

No entanto, a maior parte das medidas propostas no plano "não têm necessariamente de ser postas em causa devido à situação de crise" e algumas, pelo contrário, "tornam-se ainda mais necessárias".

 

O especialista referiu resultados de um estudo que indicam "uma prevalência elevada de doenças mentais" em Portugal, "mais elevada" que a maior parte dos países europeus.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.