Saúde mental do pai associado ao comportamento do filho

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

11 janeiro 2013
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A saúde mental de um futuro pai poderá influenciar o desenvolvimento emocional e comportamental do seu filho, sugere um estudo publicado na revista “Pediatrics”.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que a saúde mental da mãe, durante e após a gravidez, poderia afetar a saúde da criança. “No entanto, este estudo sugere que a saúde mental do pai representa um fator de risco para o desenvolvimento da criança, quando a visão tradicional tem associado amplamente este risco à mãe. Assim, a saúde mental do pai deverá ser analisada, tanto ao nível da investigação como na prática clínica”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Anne Lise Kvalevaag.
 

Neste estudo os investigadores da University of Bergen, na Noruega, questionaram os futuros pais de mais de 31000 crianças, sobre a sua saúde mental, nomeadamente se se sentiam deprimidos ou receosos, durante o quarto ou quinto mês de gravidez da sua companheira. A mães também forneceram informações sobre a sua saúde mental, bem como, o comportamento social e desenvolvimento emocional das crianças aos três anos de idade.
 

Os autores do estudo referem que em vez de se centraram num diagnóstico específico, foi recolhida informação sobre as alterações de humor das crianças, frequência com que se envolviam em lutas, ou se sentiam ansiosas.
 

O estudo apurou que cerca de 3% dos pais se sentiram angustiados durante a gravidez dos seus filhos. Foi verificado que as crianças com maiores problemas emocionais eram aquelas cujos pais apresentavam os maiores níveis de angústia.
 

Na opinião dos autores do estudo esta associação pode, nomeadamente, ser justificada através da transmissão de um risco genético do pai para o filho. Por outro lado, a saúde mental da futura mãe pode também ter sido influenciada pela depressão do pai, tendo assim, afetado o desenvolvimento do filho. “Caso o pai se encontre altamente deprimido durante a gravidez, esta situação poderá afetar a secreção de hormonas por parte da mãe e influenciar o seu sono ou estado mental”, revelou, um pediatra da University of Miami Miller School of Medicine, Daniel Armstrong.
 

O investigador acrescenta que durante as consultas de acompanhamento da gravidez, o pai deveria ser questionado o sobre o seu estado de saúde. Esta é uma pergunta que provavelmente nunca é feita.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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