Saúde mental: cada euro gasto equivale a um retorno de quatro

Estudo publicado na revista “The Lancet Psychiatry”

14 abril 2016
  |  Partilhar:
Cada euro investido no tratamento da depressão e ansiedade resulta no ganho de quatro em saúde e capacidade de trabalho, dá conta um estudo publicado na revista “The Lancet Psychiatry”.
 
Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, o estudo, coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), estima os benefícios de investir em tratamentos para as formas mais comuns de doença mental a nível global, tanto para a saúde, como para a economia.
 
"Sabemos que o tratamento da depressão e da ansiedade faz sentido em termos de saúde e bem-estar. Este novo estudo confirma que faz muito sentido a nível económico também", referiu a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, citada num comunicado conjunto da OMS e do Banco Mundial.
 
Margaret Chan refere que é necessário "encontrar maneira de assegurar que o acesso aos serviços de saúde mental se torna uma realidade para todos os homens, mulheres e crianças, onde quer que eles vivam".
 
O número de pessoas que sofre de depressão e/ou ansiedade aumentou quase 50% entre 1990 e 2013, de 416 milhões para 615 milhões em todo o mundo. Atualmente, cerca de uma em cada dez pessoas sofre de doenças mentais e estas representam 30% do peso global das doenças não fatais.
 
As situações de emergência e de conflito contribuem ainda mais para o problema. A OMS estima que, durante essas crises, cerca de uma em cada cinco pessoas seja afetada por depressão e ansiedade.
 
O estudo calculou os custos do tratamento e os respetivos benefícios em 36 países de baixo, médio e alto rendimento entre 2016 e 2030.
 
O custo de apostar no tratamento, sobretudo em aconselhamento psicossocial e medicação antidepressiva, é estimado em 147 mil milhões de dólares (128 mil milhões de euros). No entanto, segundo os autores do estudo, o retorno compensa largamente o custo.
 
Um aumento de cinco por cento na participação da força de trabalho e na produtividade é valorizada em 399 mil milhões de dólares (349 mil milhões de euros) e a melhoria na saúde equivale a mais 310 mil milhões de dólares (271 mil milhões de euros) em retorno.
 
O problema é que o investimento atual em serviços de saúde mental está muito abaixo das necessidades. "Apesar de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo viverem com doenças mentais, a saúde mental continua na sombra", referiu o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim.
 
"Não é apenas uma questão de saúde pública, é uma questão de desenvolvimento. Temos de atuar agora porque a perda de produtividade é algo que a economia global simplesmente não pode pagar”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.