Saúde dos portugueses monitorizada mensalmente online

Ferramenta disponibilizada pela Direção-Geral da Saúde

02 dezembro 2013
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O estado de saúde da população portuguesa vai poder ser monitorizado mensalmente através de uma ferramenta online disponibilizada pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Um instrumento que o ministro da Saúde considera essencial, sobretudo em tempos de crise.
 

“É uma informação essencial àquilo que nós queremos, que é podermos analisar que ganhos em saúde temos, para onde Portugal vai, sobretudo ter esta vigilância e evolução mais de perto em tempos de crise”, referiu à agência Lusa o ministro Paulo Macedo.
 

De acordo com o diretor-geral da Saúde, Francisco George, este instrumento pretende disponibilizar dados concretos, reais e atualizados de “forma inteiramente transparente”.
 

A ferramenta, já acessível a partir do site da DGS, tem neste momento sete indicadores, entre os quais o da mortalidade geral, o da mortalidade infantil e o do consumo de antidepressivos. “Em breve” prevê-se que o número de indicadores duplique, dando informação, nomeadamente, sobre doenças transmissíveis e de notificação obrigatória, diz Francisco George.
 

É ainda esperado que os atuais indicadores disponibilizados possam ser também apresentados desagregados por regiões. Para o ministro da Saúde, este novo instrumento, aliado aos relatórios sobre as principais doenças que a DGS tem divulgado nas últimas semanas, significa “um conjunto de informação sem paralelo” na área da saúde.
 

A Ordem dos Médicos tem criticado um diploma do Ministério que centraliza na DGS a informação estatística a ser divulgada, considerando que é uma tentativa de controlo governamental dos dados.
 

Questionado pela agência Lusa sobre este assunto o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, que assina o despacho, refuta as críticas da Ordem, argumentando que o diploma pretende contribuir para a “transparência” e “boa informação”.
 

“Todas as divulgações de dados deverão ser previamente comunicadas com a DGS, exatamente para impedir que proliferem no país informações estatísticas que são essencialmente geradoras de más interpretações e até, nalguns casos, de erros. A partir de agora, em nome da transparência e da boa informação, todas as informações serão parametrizadas para corresponderem e responderem àquilo que se pretende, como é prática em todos os países do mundo, em particular nos que têm sistemas estatísticos mais avançados, como é o nosso”, declarou Leal da Costa.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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