Saúde é fortemente influenciada pela riqueza e estatuto social

Instituto do Porto estuda desigualdades sociais no envelhecimento

07 dezembro 2015
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O Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) em pareceria com outras instituições vai estudar a relação entre o estatuto socioeconómico e o envelhecimento saudável.
 
De acordo com a notícia avançada pelo sítio da Universidade do Porto (UP), o ISPUP, um dos parceiros do LIFEPATH (Lifecourse biological pathways underlying social differences in healthy ageing), um grande projeto europeu financiado pelo programa da União Europeia (UE) para a Investigação e Inovação – Horizonte 2020 (H2020) é a única instituição portuguesa que integra o consórcio responsável pela investigação, Este consórcio agrega 15 instituições, de oito países da Europa, Estados Unidos e da Austrália. No total, o projeto vai ter um financiamento de seis milhões de euros provenientes do H2020.
 
Alguns estudos têm demonstrado que o estado de saúde ao longo da vida é fortemente influenciado pela riqueza e pelo estatuto social. A distribuição social de fatores de risco tradicionais, como o tipo de alimentação e o tabagismo, explica em parte esta associação. No entanto, outros fatores, como o stress psicossocial e a constituição genética podem ser importantes, mas os mecanismos envolvidos não são bem compreendidos.
 
“O consórcio de investigação tem como objetivo saber mais sobre os caminhos biológicos subjacentes à relação entre o estatuto socioeconómico e o envelhecimento saudável, com o objetivo final de reduzir o impacto da pobreza em saúde”, refere a UP.
 
Este projeto vai analisar os possíveis efeitos da crise económica nas mudanças biológicas envolvidas no envelhecimento da população em cortes na Irlanda e em Portugal, através da identificação de marcadores biológicos de adversidade social.
 
“Este estudo é possível porque no ISPUP vem-se desenvolvendo a recolha sistemática de material biológico ao longo do tempo, que permitiu a criação de um repositório único de informação essencial para desenhar novos caminhos na abordagem dos problemas de saúde. Juntam-se assim a perícia epidemiológica, biológica e sociológica para permitir finalmente análises estatísticas de enorme sofisticação”, refere o responsável pelo projeto em Portugal e Presidente do ISPUP, Henrique Barros.
 
Ao longo de quatro anos vão ser investigadas as relações entre fatores socioeconómicos, nomeadamente a educação, o rendimento ou o acesso a bens materiais, e os resultados em saúde relacionados com a idade, como o cancro, as doenças cardíacas, as deficiências cognitivas e a debilidade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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