Saúde dos portugueses analisada à lupa

Lisboetas pouco exemplares

04 fevereiro 2002
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A saúde dos portugueses está boa, mas o mesmo não se pode dizer dos hábitos dos alfacinhas. Estas foram as conclusões do 7º Encontro Anual de Saúde Pública, realizado na semana passada em Lisboa.
 

 

Os dados apresentados revelam que, só na região de Lisboa, em cada 100 pessoas há mais de 21 fumadores com mais de 10 anos. Os homens continuam a ser mais viciados que as mulheres (32,1 por cento). Em quatro anos, a nível nacional, a percentagem de pessoas de cigarro na boca aumentou dois por cento.
 

 

 

Sem exercício
 

Mais de 90 por cento da população não pratica qualquer actividade física. Mesmo assim, no que toca ao desporto os homens mexem-se mais que as mulheres. Os números referem que 13,5 dos homens exercitam o corpo de vez em quando. Quanto ao sexo feminino, esse número nem chega a metade.
 

 

 

Lazer
 

 

Se exercício físico não é coisa que agrade aos portugueses, os locais de lazer também não dão grandes ajudas. Quase cinco por cento das praias da capital não cumprem a legislação de qualidade obrigatória. Em Setúbal aquela percentagem chega aos sete por cento. Outro indicador pouco famoso é o da avaliação da qualidade das zonas balneares. No ano passado apenas 71,7 por cento destes locais em Lisboa eram considerados bons ou satisfatórios.
 

 

A água das praias está mais ou menos. E a água que se bebe não está muito melhor. No ano 2000, em 2885 colheitas de água, 5,47 por cento foram consideradas «impróprias».
 

 

Saúde: instalações e médicos
 

 

Outro capítulo analisado é o da saúde. De 1990 para 1999 o número de camas hospitalares diminuiu mais de 500 em todo o país. O número de centros de saúde também é menor. De 94 decresceu para 88 centros em todo o território. Uma notícia boa: o número de postos médicos aumentou de 148 para 230.
 

 

A juntar a estas contas, os números relativos aos recursos humanos. Apesar das queixas dos doentes, a verdade é que há cada vez mais médicos a cuidar dos portugueses. Só na Região de Lisboa e Vale do Tejo, na mesma data, o número de clínicos nos hospitais subiu quase 3000. Também o número de enfermeiros ascendeu a mais de 29 mil (em 1990 eram apenas 21 mil).
 

 

Também em Lisboa se tem registado menos acidentes de trânsito, menos doenças do fígado e menos acidentes de trabalho mortais (74 no ano 2000; 287 no país).
 

 

Fonte: Portugal Diário
 

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