Saúde dos Açores: obesidade, diabetes, AVC e enfarte são prioridades

Plano Regional de Saúde dos Açores para 2014-2016

06 agosto 2014
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A obesidade, a diabetes, o acidente vascular cerebral, o enfarte agudo do miocárdio e as doenças oncológicas são as prioridades do Plano Regional de Saúde dos Açores para o período 2014-2016.

 

“O Plano Regional de Saúde tem como objetivo, do ponto de vista de meta global, melhorar os indicadores de saúde dos açorianos. Quando falamos de indicadores estamos a falar de situações muito concretas, ou seja, reduzir a obesidade, reduzir a incidência da diabetes, reduzir a incidência de acidentes vasculares cerebrais ou propriamente dos enfartes, também controlar e no fundo promover estratégias no sentido das doenças oncológicas”, disse o secretário regional da Saúde dos Açores, Luís Cabral.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, o Plano Regional de Saúde, aprovado recentemente pelo Conselho de Governo dos Açores, centra-se em quatro áreas de intervenção: promoção de estilos de vida saudável e prevenção de comportamentos de risco, combate às doenças crónicas, combate às doenças do cérebro e cardiovasculares e combate às doenças oncológicas.
 

“Temos a consciência de que será impossível acabar com todas as doenças, mas temos também a consciência de que 80% das doenças têm uma base muito marcada naquilo que é o estilo de vida de cada um de nós, por isso, queremos ter intervenção otimizada em todas as áreas, mas principalmente nestas doenças, para que as pessoas tenham estilos de vida mais saudáveis”, disse Luís Cabral.
 

O plano prevê também a monitorização de indicadores de saúde, para avaliar a implementação das medidas e comparar dados de diferentes anos.
 

Luís Cabral destacou também que no final do ano escolar foram realizados seis mil inquéritos no âmbito do sistema de vigilância dos comportamentos de risco em jovens, que vão servir de base para a criação do Manual de Saúde Escolar.
 

De acordo com o secretário da Saúde, a dificuldade na análise dos dados está no facto de nunca ter sido implementado este inquérito a nível regional, nem existirem dados nacionais, apenas dos Estados Unidos, onde a realidade é diferente.
 

Assim, a tutela pretende aplicar o inquérito “de forma regular e uniforme todos os anos, para que se possa ir assistindo à evolução do indicador, mais do que mais propriamente o número do indicador de forma absoluta”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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