Sarampo está a ressurgir em África e na Ásia

Alerta da Organização Mundial de Saúde

26 maio 2010
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O sarampo está a reaparecer em força em certos países africanos e asiáticos, o que leva a Organização Mundial de Saúde (OMS) a temer que, se a doença não for controlada, os seus 18 anos de esforços para a erradicar possam ter sido em vão.

 

Desde Junho foram registadas 1.100 mortes devido à doença e mais de 64 mil casos: Zimbabué, Chade e Nigéria são dos países mais afectados em África.

 

A OMS salienta que as crianças desnutridas são mais propensas a sofrer quadros clínicos graves decorrentes do sarampo. As complicações mais sérias incluem cegueira, encefalite, diarreia severa, desidratação, infecções no ouvido e infecções respiratórias, tais como pneumonia.

 

Peter Strebel, do Departamento de Imunização e Vacinas da OMS, afirmou que há, desde o início do ano passado, um “ressurgimento em grande escala do sarampo em 30 países africanos, assim como reaparecimentos graves na Ásia (Indonésia, Filipinas, Tailândia e Vietname) e na Bulgária e um menor no Reino Unido”.

 

Na Bulgária foram registadas 8 mil situações de doença, principalmente entre crianças imigrantes que não estavam vacinadas. No Reino Unido, os casos são atribuídos ao nível de vacinação inferior a 90%, devido aos receios dos pais, assentes em crenças infundadas de que a tripla vacina (sarampo, papeira e rubéola) estava associada a casos de autismo, o que foi desmistificado por estudos científicos.

 

Em 1989 morriam 1,1 milhões de crianças com menos de 5 anos devido ao sarampo, um número que baixou para 118 mil em 2008. Contudo, o reaparecimento do sarampo deve-se, segundo a OMS, aos níveis de vacinação insuficientes, aos sistemas de vigilância que não funcionam e, sobretudo, à “diminuição dos compromissos financeiros e políticos” internacionais em relação à doença desde 2008.

 

Estas questões foram debatidas na assembleia anual da OMS, que decorreu na semana passada em Genebra, Suíça, em que foram traçadas metas concretas contra a doença até 2015. Nessa lista, os ministros da Saúde dos 193 Estados-membros da OMS acordaram uma cobertura de 90% das campanhas de imunização a nível nacional.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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