Sangue seguro passa pelos voluntários

Dia Mundial do Dador de Sangue

13 junho 2004
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«Um banco de sangue, com capacidade suficiente, é parte chave para os cuidados de saúde e essencial para a prevenção de doenças», afirma o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Lee Jong-wook, num comunicado da organização, a propósito do Dia Mundial do Dador de Sangue, que hoje se celebra. «No nosso trabalho para facilitar o acesso ao tratamento de pessoas que vivem com o vírus do HIV/sida, em todo o mundo, sangue seguro é a parte crucial de prevenção e de estratégia de cuidados», concluiu. O dia é dedicado aos milhões de pessoas que «oferecem o seu sangue» a outras que nunca irão conhecer, de forma livre e gratuita. Contudo, a grande maioria da população mundial não tem acesso a sangue seguro (sujeito a análises para despiste de doenças transmissíveis por esta via). E, por outro lado, 82 por cento das pessoas não têm garantias de que, em caso de necessidade de transfusão sanguínea, será possível realizá-la. O mesmo documento da OMS refere que a base para um banco de sangue, com o máximo de segurança, é feita por dadores regulares e em perfeito estado de saúde, que dão sangue sem expectativa de recompensa financeira. Estudos demonstram que estes serão os dadores «seguros». No entanto, um estudo recente da OMS verificou que, em 178 países, apenas 39 funcionam com cem por cento de doadores voluntários. A prevalência de doenças como hepatites B e C, sífilis e HIV/sida no sangue de dadores dos países onde o voluntariado não é praticado na totalidade é muito maior. O mesmo estudo mostra ainda que um país não testa de forma alguma o vírus da sida, quatro não rastreiam hepatite B, 31 não detectam a hepatite C e nove a sífilis. Fonte:Público

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