Sangue em pó usado pela primeira vez

Médicos suecos tratam doentes recorrendo a novo produto

27 outubro 2003
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Pela primeira vez na história da medicina, médicos do Hospital Karolinska, na capital sueca, Estocolmo, utilizaram sangue em pó para tratar pacientes.O produto é armazenado dessa forma para que possa ser guardado durante vários anos, dizem os cientistas.O produto é feito a partir de sangue real doado, que normalmente pode durar, no máximo, 42 dias. Mas este pó pode ser dissolvido em líquido quando necessário, e utilizado imediatamente independente do tipo sanguíneo do paciente. Pierre LaFoie, director clínico do Hospital Karolinska, disse que se o sangue em pó mostrar ser eficaz, haverá uma verdadeira evolução na assistência à saúde. LaFoie ainda disse que o sangue sintético pode poupar tempo nos cuidados depois de um acidente, especialmente porque não há necessidade de se testar o tipo sanguíneo do paciente antes de se realizar uma transfusão. O sangue em pó também se mostrou mais eficiente do que o sangue normal no transporte de oxigénio pelo organismo. Isso pode limitar os danos no corpo em situações como, por exemplo, um ataque cardíaco. O sangue sintético seria utilizado para complementar o sangue do paciente e não para substituí-lo. É que o sangue natural tem qualidades que estão ausentes na versão mantida em pó. O sangue sintético foi desenvolvido por investigadores nos Estados Unidos, mas o seu processo de desenvolvimento tem vindo a ser mantido em sigilo.Agora, o produto foi testado pela primeira vez em oito pacientes do Hotel Karolinska. E segundo o investigador do hospital, Bengt Fagrell, não surgiram sinais de rejeição ao sangue. Fagrell disse ainda que os doentes receberam sangue sintético feito com glóbulos vermelhos humanos, mas que este poderia vir de qualquer mamífero. A escolha da utilização de sangue humano prendeu-se exclusivamente a razões éticas, mas, adianta o cientista, poderia ser utilizado sangue de animais de qualquer mamífero, como o de uma vaca, por exemplo.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet  

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