Sangue de cordão umbilical na luta contra leucemia

Técnica funciona em situações de incompatibilidade

13 junho 2001
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O sangue do cordão umbilical, que é deitado fora nas salas de parto, pode ser usado para suprir sangue a adultos, pacientes de leucemia e outras doenças fatais, de acordo com estudo publicado ontem no New England Journal of Medicine.
 

 

A técnica, que funciona mesmo quando doador e receptor não têm tipos perfeitamente compatíveis, parece ser mais segura do que o transplante de medula óssea de um doador não familiar.
 

 

As células do sangue do cordão umbilical são capazes de reconstruir, embora lentamente, o suprimento de sangue no corpo. Além disso, as células são tão imaturas que os médicos sugerem que poderão adaptar-se ao receptor com menor risco de rejeição.
 

 

Entre crianças, já foi provado que o tratamento é eficiente em diversos casos de doenças graves. Os investigadores não sabiam se funcionaria em adultos, cujos sistemas imunológicos tendem a ser menos tolerantes a tecidos estranhos.
 

 

A equipa de cientistas, conduzida por Mary Laughlin, médica do Case Western Reserve University, em Cleveland, aplicou o tratamento em 68 adultos, com idades de 17 a 58 anos, todos com doenças sanguíneas potencialmente mortais.
 

 

Os médicos destruíram com radiação ou drogas a medula óssea, onde as células sanguíneas são produzidas, como parte dos procedimentos preparatórios para o transplante.
 

 

O factor de sucesso do trabalho foi que o tecido doado começa a produzir células sanguíneas em 90 por cento dos receptores. Mais de três anos depois dos transplantes, 19 pacientes estão vivos, 18 não têm traços da doença original.
 

 

Das mortes, 17 foram atribuídas ao tratamento usado para destruir a medula e 22 morreram de infecção. Quatro tiveram uma recaída e três desenvolveram um tipo diferente de cancro.
 

 

A rejeição apareceu em apenas 20 por cento dos pacientes, quando a taxa normal é de 35 a 55 por cento entre as pessoas que recebem transplante de medula de óssea de um familiar doador adulto. A rejeição matou três voluntários no estudo.
 

 

Mas, entre o resto dos pacientes, "a durabilidade dos transplantes de sangue de cordão umbilical é nítida," concluiu a equipa. "Até hoje, não houve nenhuma falha retardada dos transplantes nos pacientes sobreviventes," afirmou Laughlin. Fonte: Reuters
 

 

Adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos na Internet

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