Sangue congelado é «reanimado»

Cientistas conseguem dar vida depois de 15 anos de conservação no frio

02 janeiro 2003
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Depois de 15 anos congelado, cientistas norte-americanos afirmam ter conseguido reanimar sangue humano de um cordão umbilical. Esta notícia poderá indiciar um importante avanço na luta contra a leucemia.
 

 

Num artigo publicado na revista Proceedings, da Academia norte-americana das Ciências, os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Indiana assinalaram que o «renascimento» do sangue sugere que os espécimes preservados durante esse tempo também poderão ajudar na recuperação da medula óssea de doentes com cancro.
 

O sangue do cordão umbilical foi congelado em 1985 e 1986 e começou a reproduzir-se em culturas de laboratório como se fosse novo.
 

 

Segundo Hal E. Broxmeyer, professor de microbiologia e imunologia da Universidade de Indiana, estudos anteriores tinham estabelecido que o sangue poderia ser reavivado depois de estar congelado por um período máximo de cinco anos. O sangue extraído do cordão umbilical contém uma grande quantidade de células mãe ou estaminais, capazes de se transformarem em células de medula óssea.
 

 

A terapia de radiação e a quimioterapia destroem as células da medula óssea de pacientes com leucemia e cancro, mas estas poderão ser restabelecidas através da recuperação de sangue congelado há muito tempo, assinalaram os cientistas.
 

 

Fonte: Lusa
 

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