"Salvar Vidas"

O medo de não saber reagir

08 junho 2012
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O suporte básico de vida é menosprezado pelos cidadãos porque têm medo de não saber reagir, acabando, muitas vezes, por nem conseguir pedir ajuda, revelou à agência Lusa a gestora do projeto "Salvar Vidas".

 

Anabela Moreira referiu que 60 a 80% das paragens cardíacas ocorrem em casa, fora do ambiente hospitalar, pelo que é "extremamente" importante que as pessoas estejam atentas e preparadas para atuar numa situação de emergência.

 

O projeto "Salvar Vidas" da responsabilidade do Conselho Português de Ressuscitação (CPR), e que conta com a participação de 500 profissionais de saúde, tem por objetivo levar à sociedade civil, através da realização de uma exposição itinerante pelo país, o conhecimento e as boas práticas sobre reanimação.

 

Anabela Moreira frisou que é importante promover, em Portugal, a cultura de suporte básico de vida, porque este está menosprezado e deve ser um dever de cidadania.

 

"Qualquer pessoa, desde que tenha uma formação básica, pode fazer manobras de reanimação, funcionar como elo da cadeia de sobrevivência e salvar vidas", explicou à agência Lusa, exemplificando que uma criança muito pequena, que não pode fazer manobras de reanimação, mas pode pedir ajuda.

 

O suporte básico de vida inclui a chamada para o 112, a avalização do estado de consciência da vítima, a realização de 30 compressões torácicas e duas ventilações.

 

As pessoas, na opinião da gestora do projeto, têm a ideia generalizada que o socorro deve ser prestado apenas pela classe médica e paramédica, mas essa é uma ideia "errada".

 

Anabela Moreira salientou ainda que os maiores receios dos cidadãos é verem uma pessoa inanimada porque não sabem como reagir e ficam, de tal modo em pânico, que nem conseguem ligar para o 112. Assim, o que se pretende é descomprimir as pessoas para que saibam agir em situações de emergência.

 

O projeto "Salvar Vidas" vai continuar a percorrer o país até ao final do mês de novembro, altura em que estima ter formado cinco mil novos reanimadores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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