Salmonella: um em cada dez mil ovos pode estar contaminado

Laboratório americano lança sistema de detecção rápida

01 novembro 2001
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Um em cada 10.000 ovos colocados nas prateleiras de um estabelecimento comercial pode estar infectado com a Salmonella, uma fonte de intoxicação alimentar mortal para pessoas com o sistema imunitário debilitado.
 

 

Esta ameaça preside aos cuidados de produtores, autoridades sanitárias e laboratórios, um dos quais, onde trabalham peritos em guerra biológica, desenvolveu uma proposta de solução.
 

 

Peritos do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, da Califórnia, desenvolveram uma técnica de detecção rápida através da qual os ovos contaminados com Salmonella vão poder ser identificados em horas, em vez de dias ou semanas.
 

 

O sistema de detecção, baseado na estrutura de ADN, permite distinguir uma estirpe mortal de Salmonella das várias formas benignas da bactéria, segundo um artigo que será publicado quinta-feira numa revista científica.
 

 

A maioria dos grandes produtores vaporiza os ovos com água clorada aquecida a cerca de 110 graus centígrados, o que não é suficiente para matar as bactérias desta espécie.
 

 

Estima-se que um em cada 10.000 ovos que passam pelas prateleiras de uma mercearia esteja infectado com a Salmonella, uma fonte considerável de intoxicação alimentar que causa diarreia, febre, espasmos abdominais, dores de cabeça, náuseas e vómitos quando se comem ovos mal cozidos.
 

 

Aproximadamente 1,4 milhões de norte-americanos adoecem todos os anos por causa da Salmonella, dos quais 300.000 são infectados com a estirpe enterite, de acordo com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças.
 

 

As pessoas saudáveis recuperam quase sempre, mas a doença pode ser mais perigosa junto de crianças, velhos ou pessoas com o sistema imunitário debilitado.
 

 

Segundo estimativas oficiais, um consumidor médio come ovos mal cozidos 20 vezes por ano.
 

 

As autoridades federais norte-americanas esperam reduzir a intoxicação alimentar por salmonela para metade até 2005, e eliminá- la totalmente até 2010, através do Plano de Acção de Segurança dos Ovos, um esforço conjunto da Administração para a Alimentação e Medicamentos e o Departamento norte-americano da Agricultura.
 

 

O plano inclui avisos sobre manuseamento seguro (a bactéria pode estar na casca do ovo) e novos requisitos de refrigeração.
 

 

A companhia de biotecnologia Cephied, que está a desenvolver o seu próprio detector de guerra biológica, licenciou a tecnologia em causa, de reconhecimento do ADN, capaz de diferenciar as estirpes benignas de outras.
 

 

Utilizando as marcas de ADN, os cientistas esperam ser capazes de determinar com um teste, e em horas, se ovos suspeitos estão contaminados.
 

 

A investigação do laboratório será publicada na revista Applied and Environmental Microbiology.
 

 

Fonte: Lusa

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