Saliva poderá prognosticar doença de Alzheimer

Estudo publicado na revista “Journal of Alzheimer's Disease”

23 maio 2017
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Uma equipa de investigadores conduziu um estudo que poderá permitir identificar as pessoas em risco de desenvolverem a doença de Alzheimer através de biomarcadores na saliva. 
 
O estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa Beaumont, pertencente à Beaumont Health em Michigan, EUA, permitiu ajudar a identificar indivíduos em risco de desenvolverem aquela doença neurológica através de pequenas moléculas na saliva.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 29 pessoas, as quais foram divididas em três grupo diferentes: um grupo com disfunção cognitiva ligeira, um grupo com doença de Alzheimer e um grupo de controlo.
 
A equipa decidiu usar a técnica da metabolómica, que estuda as moléculas envolvidas no metabolismo, com o objetivo de identificar padrões únicos de moléculas na saliva dos participantes para diagnosticar a doença de Alzheimer num estado inicial. O tratamento é mais eficaz quando a doença se encontra num estado muito inicial. Atualmente os tratamentos são iniciados só após o diagnóstico e os benefícios são muito reduzidos.
 
Foram recolhidas amostras de saliva que revelaram, de forma fidedigna, 57 metabólitos, com variantes significativas observadas nos biomarcadores. Os dados recolhidos permitiram aos investigadores prognosticar quais os participantes que corriam mais riscos de desenvolverem Alzheimer. 
 
Stewart Graham, investigador adiantou que “globalmente, o desenvolvimento de biomarcadores válidos e fiáveis para a doença de Alzheimer é considerado como sendo a prioridade número um pelas estratégias nacionais relativas à demência”.
 
“O estudo da nossa equipa demonstra o potencial da utilização da metabolómica e da saliva para o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer”, explicou o especialista. 
 
“Considerando a facilidade e conveniência de recolher saliva, o desenvolvimento de biomarcadores rigorosos e com sensibilidade seria ideal para fazer o rastreio das pessoas em maior risco de desenvolverem Alzheimer. Com efeito, ao contrário do sangue ou do líquido cefalorraquidiano, a saliva é um dos meios mais não-invasivos de obter amostras celulares e é também económico”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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