Saliva de lagarto pode melhorar a memória

Empresas apostam em fármacos contra Alzheimer

02 maio 2002
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Não é novidade para ninguém que a maior parte das substâncias presentes em medicamentos provém de plantas e até de animais. Desta vez, uma equipa de cientistas norte-americana está a testar uma droga experimental derivada da saliva de um lagarto venenoso, que prolifera pelo país.
 

Dizem os investigadores que este veneno pode vir a ser utilizado em fármacos para melhorar a memória e aprendizagem.
 

 

Com o nome científico de Heloderma suspectum sp, este lagarto é popularmente conhecido nos EUA e México – locais onde é mais comum - como Gila monster. A mordida deste animal pode mesmo ser fatal. Mas sua a saliva também contém uma substância química que atinge um atalho desconhecido para um receptor cerebral que afecta a memória.
 

 

Medicamento em estudo
 

 

A necessidade de encontrar novas formas terapêuticas capazes de combater múltiplas doenças tem levado a que muitas empresas se lancem sobre a investigação farmacológica na área da memória.
 

 

Da doença de Alzheimer à depressão, passando pela esquizofrenia, acidente vascular cerebral (AVC), Parkinson ou Sida, várias são as empresas que pretendem encontrar respostas para compensar o desgaste mental provocado por muitas doenças.
 

 

Esta nova droga, que tem como base a saliva de lagarto, está a ser desenvolvida pela empresa de biotecnologia Axonyx, sediada em Nova Iorque. Ainda este ano serão iniciados testes em humanos destinados a averiguar a funcionalidade em casos de Alzheimer, informaram os cientistas durante um simpósio internacional de avanços na terapia de Alzheimer, realizado na Suíça.
 

 

Estima-se que existam mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo com doenças cujos sintomas incluem perda de memória. Muitos outros milhões têm a memória prejudicada, devido ao avanço da idade.
 

 

A Memory Pharmaceuticals também descobriu diversos compostos promissores para agir contra a degeneração da memória em animais e deseja dar início às experiências com voluntários humanos já no próximo ano. O objectivo da empresa não é desvendar a causa de doenças como Alzheimer, a forma mais comum de senilidade, mas tratar um dos sintomas: a perda da memória.
 

 

Mais informações sobre Gila Monster
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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