Sal dos medicamentos aumenta risco cardiovascular

Estudo apresentado no “British Medical Journal”

29 novembro 2013
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A toma da dose máxima diária de alguns medicamentos excede os limites diários recomendados de sódio, refere o estudo publicado “British Medical Journal”. 
 
De acordo com os autores do estudo, a população deveria ser informada sobre os potenciais perigos da ingestão de um levado consumo de sódio através da toma de medicamentos, e estes deveriam ser prescritos com muita precaução e apenas quando os benefícios superassem os riscos. Adicionalmente o conteúdo de sódio dos fármacos deveria estar claramente identificado, tal como acontece com os produtos alimentares. 
 
Vários estudos têm demonstrado que o excesso de sal é prejudicial para a saúde cardiovascular. No entanto, muitos dos fármacos prescritos têm sódio na sua composição, para melhorar a sua absorção, mas o seu efeito é desconhecido. 
 
Neste estudo, os investigadores das Universidades de Dundee e College Lodon, no Reino Unido, decidiram comparar o risco de eventos cardiovasculares em pacientes que tomavam fármacos efervescentes, dispersíveis e soluções medicamentosas, com aqueles que tomavam as versões sem sódio dos mesmos fármacos. 
 
Os investigadores acompanharam cerca de 1,2 milhões de pacientes ao longo de cerca de sete anos. Ao longo deste período, ocorreram mais de 61.000 eventos cardiovasculares. Foram tidos em conta fatores que poderiam influenciar os resultados, nomeadamente, índice de massa corporal, tabagismo, consumo de álcool, antecedentes de doenças crónicas e utilização de determinados medicamentos. 
 
O estudo apurou que os pacientes que tomavam fármacos efervescentes dispersíveis e soluções medicamentosas apresentavam um risco 16% maior de enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte vascular, comparativamente com os pacientes que tomavam a versão sem sódio dos mesmos fármacos. 
 
Os pacientes que tomavam os fármacos que continham sódio tinham também um risco sete vezes maior de desenvolver pressão arterial elevada e as taxas de mortalidade deste grupo eram também 28% maiores. Estes eventos são impulsionados em grande parte pelo aumento do risco de hipertensão e acidente vascular cerebral.
 
“A prescrição de formulações que contêm sódio deve ser feita com precaução e os pacientes devem ser monitorizados de perto, para vigiar o possível aparecimento de hipertensão”, concluem os autores do estudo. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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