Sabe que idade tem o namorado da sua filha?

Raparigas com companheiros mais velhos mais propensas a doenças sexuais

23 maio 2005
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As adolescentes que têm namorados mais velhos são mais propensas a apresentar comportamentos que as colocam sob um risco elevado de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
 

 

Elin Begley, da Universidade Emory, EUA, comparou dois grupos de raparigas: adolescentes que namoravam com rapazes, pelo menos, dois anos mais velhos que elas e outras com namorados de idade próxima à delas. Descobriu, então, que o primeiro grupo foi 50 por cento menos propenso a relatar o uso frequente de preservativos durante as relações sexuais mantidas no mês anterior ao estudo. No entanto, entre as raparigas com namorados mais velhos, também foi duas vezes mais comum o relato de que os namorados tinham tido outras parceiras durante o relacionamento, nos seis meses anteriores à entrevista.
 

 

Os testes para detectar a presença de DSTs revelaram que as adolescentes com namorados mais velhos tinham uma probabilidade quatro vezes maior de estarem infectadas com a clamídia, bactéria que causa infecções genitais.
 

 

Essa tendência persistiu independente do grau de escolaridade da mulher e do seu conhecimento sobre a prevenção da Sida, bem como de outras doenças sexualmente transmissíveis. Todas as voluntárias estavam grávidas.
 

 

Caso não seja tratada, a clamídia pode levar à esterilidade feminina, além de colocar a saúde do feto em risco -- pode causar cegueira e conjuntivite no bebé se não for combatida antes do nascimento. Isso provavelmente teria ocorrido, se as adolescentes não tivessem passado por exames para detectar DSTs.
 

 

De acordo com a equipa de investigadores, podem existir várias razões para que as adolescentes com parceiros mais velhos adoptassem uma postura de risco mais elevado para a saúde sexual do que as raparigas com namorados mais jovens. Os parceiros mais velhos podem estar mais interessados na gravidez e menos dispostos a usar preservativo, explicou a especialista.
 

 

A tendência de os homens mais velhos transmitirem clamídia às companheiras é maior pelo simples facto de terem tido mais relações sexuais com outras pessoas. O facto de os parceiros mais velhos terem mais casos extraconjugais configura um quadro ainda mais complexo, disseram ainda os cientistas.
 

 

Deste modo, o estudo sugere aos médicos que atendem adolescentes para que ofereçam informações sobre os meios de protecção contra as DSTs e para que perguntem a idade do parceiro. Deveriam ainda lembrar, adianta o estudo, que a resposta delas pode indicar o risco de desenvolverem doenças.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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