Sabão eficaz na prevenção de infeções hospitalares

Estudo apresentado na Reunião da Sociedade de Epidemiologia dos Serviços de Saúde da América

19 maio 2015
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Um novo estudo revela que dar banho aos doentes e lavá-los com o sabão normalmente utilizado em ambiente hospitalar – clorexidina – é tão eficaz na prevenção da transmissão de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM) como a prática habitual da ausência de contacto entre profissionais de saúde e pacientes.
 
As infeções provocadas por SARM e outros agentes são motivo de crescente preocupação nos serviços de saúde. Estima-se que diariamente, nos EUA, cerca de um em cada 25 pacientes nos hospitais contraia uma infeção resultante dos cuidados prestados na instituição de saúde. 
 
Atualmente, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA recomendam “precauções de contacto”, que incluem a utilização de batas e luvas durante as visitas aos pacientes de forma a evitar a disseminação de SARM e de outras doenças habituais em ambientes de cuidados de saúde. 
 
De acordo com investigadores, pacientes com precauções de contacto passam menos tempo com os seus médicos, o que pode significar que os serviços de saúde prestados a estes pacientes poderá ser de pior qualidade. Mais de 15% dos pacientes hospitalizados nos EUA estão expostos a isolamento físico e aos riscos associados ao contacto limitado com os profissionais de saúde.
 
A investigação levada a cabo pelo Instituto de Investigação Biomédica de Los Angeles, nos EUA, apresenta uma alternativa a este método de prevenção de transmissão de doenças em hospitais e que pode melhorar os cuidados prestados aos pacientes.
 
James McKinnell e sua equipa descobriram que os casos de contaminação diminuíam quando os pacientes eram lavados com clorexidina em comparação com a utilização de precauções de contacto.
 
“A nossa investigação revela que dar banho aos pacientes poderá ser tão eficaz na prevenção da transmissão de doenças quanto a prática corrente de limitação do contacto com pacientes”, adiantou McKinnell.
 
Para o estudo os cientistas compararam a transmissão de SARM e a contaminação ambiental por este fator patogénico em três unidades de cuidados intensivos durante um período de seis meses. 
 
Durante o período de tempo em que os profissionais adotaram precauções de contacto, registaram-se nove casos de contaminação ambiental, o que compara com os sete casos documentados de contaminação por SARM durante o período em que apenas foi utilizada a prática de dar banho aos pacientes com clorexidina.
 
“Ainda serão necessários mais estudos, mas estes achados poderão ser muito importantes na descoberta de um meio relativamente pouco dispendioso, mas eficaz, para a prevenção da disseminação de infeções potencialmente fatais contraídas nos hospitais e para a melhoria dos cuidados de saúde”, acrescentou McKinnell.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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